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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Na CPI, Barros admite desconfiança de Bolsonaro no caso Covaxin

O líder do governo na Câmara disse, no entanto, que o presidente apenas perguntou se ele estava envolvido

Por Gustavo Maia Atualizado em 12 ago 2021, 13h13 - Publicado em 12 ago 2021, 11h19

Na sua fala inicial à CPI da Pandemia, na manhã desta quinta-feira, o deputado federal Ricardo Barros admitiu que o presidente Jair Bolsonaro tenha citado o seu nome na conversa com o deputado Luis Miranda, mas alegou que o presidente apenas perguntou se ele estava envolvido nas irregularidades da compra da Covaxin, porque o parlamentar levou uma foto dele ao encontro.

“Aí vem a situação do Luis Miranda. Finalmente vem aqui [na CPI] o Luis Miranda, faz um teatro aqui e fala que o presidente falou meu nome. Claro, ele, Luis Miranda, levou ao presidente a minha fotografia numa matéria do caso Global, e provavelmente é a este fato que o presidente se referiu”, comentou Barros, que é líder do governo Bolsonaro na Câmara.

O deputado então disse que seria correto e agradeceria a Miranda por ter dito em muitas entrevistas e depoimentos, inclusive à PF, que Bolsonaro “perguntou se o Ricardo Barros estava envolvido na Covaxin”.

“Nunca afirmou. Da Global, obviamente, porque ele levou para o presidente a minha foto com a matéria da Global, mas da Covaxin, em todos os depoimentos do Luis Miranda [ele disse que] o presidente perguntou a ele”, declarou.

Na sequência, Barros exibiu um vídeo da entrevista de Luis Miranda ao programa Roda Viva, no qual ele imputa a Bolsonaro a seguinte pergunta, depois de ver a foto do deputado: “Esse cara de novo? Você sabe me dizer se o Ricardo Barros está envolvido com isso?”.

Barros afirmou levou o trecho de uma entrevista recente de Bolsonaro na qual o presidente diz que, “até o momento”, não tem nada contra ele. E completa: “tanto é que eu não o afastei da liderança do Governo. Eu não posso, com denúncias, afastar as pessoas. Tem que ter realmente alguma materialidade nessa denúncia. E até que se prove o contrário, o Ricardo Barros continua no meu governo e continua tendo credibilidade para tratar de assuntos nossos dentro do Parlamento Brasileiro”.

O depoente desta quinta então reforçou que Bolsonaro nunca nunca afirmou que ele estava envolvido no caso Covaxin, e por isso não tinha como desmentir.

“Eu acho correto que o presidente não se dirija ao deputado Luis Miranda, porque o deputado Luis Miranda fez uma quebra de confiança no relacionamento com o presidente, mas o presidente nunca afirmou que eu estava envolvido no caso Covaxin, ele perguntou”, concluiu.

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