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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Como João Doria vai usar a vacina em sua campanha eleitoral

Em mais de 1.000 palavras do seu primeiro discurso como presidenciável, tucano citou trabalho em torno do imunizante duas vezes

Por Robson Bonin Atualizado em 30 nov 2021, 15h12 - Publicado em 1 dez 2021, 07h30

No seu primeiro discurso como presidenciável do PSDB, João Doria deu a linha de como pretende tratar um dos temas mais importantes do seu programa de governo nas eleições de 2022.

Em mais de 1.000 palavras do pronunciamento, citou a vacina duas vezes. Na primeira, para lembrar que foi ele o responsável por trazer a vacina aos brasileiros, quando o país atravessava um dos piores momentos da pandemia, angustiado enquanto assistia a outros países avançados abrirem as cidades com o avanço da imunização.

Em outro ponto, quando lembrou que Jair Bolsonaro fez de tudo para atrapalhar a chegada da vacina, boicotou as relações do Brasil com a China e chegou a dificultar o fornecimento de insumos para a fabricação da CoronaVac. “Trouxemos a vacina para os brasileiros. Vacina negligenciada pelo Governo Federal”, disse.

A vacina é um ponto importante, uma conquista pessoal do tucano, que investiu pesado no Butantan e na ciência. Mas Doria sabe que o tema não será o mais importante para sua caminhada. Emprego, Educação e, sobretudo, a diferença da política econômica, tocada por Henrique Meirelles e por ele em São Paulo, é que farão total diferença diante do radicalismo de Lula e Bolsonaro.

A fala discreta sobre vacina também é pensada para aplacar as acusações de que ele usou o imunizante para travar uma briga política com Bolsonaro. A briga, claro, existiu, mas Doria tentará mostrar que não teve interesse meramente eleitoral no caso.

 

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