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Radar Por Robson Bonin Notas exclusivas sobre política, negócios e entretenimento. Com Gustavo Maia, Laísa Dall'Agnol e Lucas Vettorazzo. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Chefe do MEC usa crianças com deficiência para desviar o foco do Planalto

Apagado no Ministério da Educação, ministro Milton Ribeiro reapareceu ao público ao dizer que alunos com deficiência 'atrapalham em sala de aula

Por Robson Bonin Atualizado em 24 ago 2021, 14h31 - Publicado em 25 ago 2021, 10h30

Quem conhece o humor de Jair Bolsonaro não se impressiona com as falas do ministro da Educação, Milton Ribeiro, contra a inclusão de crianças especiais.

Provocar críticas na sociedade é uma das formas de os ministros da ala radical cultivarem o apoio do presidente. Antes de Ribeiro, outro ex-chefe do MEC fazia isso com alguma frequência a mesma coisa. O Itamaraty e o Meio Ambiente também tiveram chefes que usaram esse tipo de técnica para cultivar a relação com Bolsonaro.

“O presidente gosta dessa confusão, gosta dessa coisa do contra. Quanto mais barulho, mais ele se diverte. Quando o foco está nos ministros, está menos nas coisas dele, o que é bom para ele”, diz um interlocutor palaciano.

Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, no dia 9 de agosto, Ribeiro disse que alunos com deficiência “atrapalham” em sala de aula. Depois, ao tentar remendar o estrago, durante uma agenda no Rio de Janeiro, repetiu que algumas crianças com deficiência “criam dificuldades” em sala de aula.

As declarações foram criticadas por entidades de direitos de pessoas com deficiência, exatamente o que costuma animar o Planalto, afeito a polêmicas desnecessárias. Tanto que o ministro voltou ao tema nesta segunda. “Nós não queremos o inclusivismo, criticam essa minha terminologia, mas é essa mesmo que eu continuo a usar”, disse Ribeiro.

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