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Por Robson Bonin
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Caminhoneiros fazem paralisação no Porto de Santos

Em vídeo, manifestantes falam que protesto já surtiu efeito em obras de infraestrutura

Por Ramiro Brites Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 Maio 2024, 22h29 - Publicado em 30 ago 2023, 10h45

Caminhoneiros autônomos fazem protesto desde as 7h desta quarta-feira no Porto de Santos. Eles reivindicam melhorias na infraestrutura e maior celeridade na concessão de terminais que estão com as licitações próximas do prazo final. A paralisação prejudica o transporte de fertilizantes. 

“O Porto de Santos tem capacidade para movimentação de 10.000 caminhões por dia. Hoje, está em cerca de 15.000. O Porto não tem infraestrutura para isso. Fora as obras inacabadas, o terminal do bairro Alemoa, trazendo caminhões de fora e fazendo a rua como estacionamento”, diz Luciano Santos, presidente do Sindicam, sindicato dos caminhoneiros autônomos da Baixada Santista. 

Ele reclama de obras inacabadas no entorno da área portuária, mas também afirma que há demora na renovação de licitações de terminais da margem direita, que operam em Santos. De acordo com o sindicato, há um movimento para privilegiar o transporte de grãos em detrimento do de cargas menores que ocorrem na margem esquerda, no Guarujá. 

“Nosso medo maior aqui é a margem direita virar grão e a margem esquerda virar contêiner, porque nós temos caminhoneiros de ambas as partes que vivem dessas operações, e se isso ocorrer vai ter um impacto social muito grande para Santos e região”, afirma Luciano. 

“Vai virar uma guerra de caminhoneiro porque não vai ter o que carregar”.

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A prefeitura diz que não é responsável por obras que congestionam o trânsito, mas admitem “níveis de serviço críticos” e projetam um novo acesso à zona portuária.

“A prefeitura vem solicitando junto à Autoridade Portuária e aos governos federal e estadual a construção de uma terceira ligação rodoviária entre o Planalto e a Baixada Santista no Sistema Ancheita Imigrantes (administrado pela Ecovias)”, diz o município em nota encaminhada ao Radar.

“O sistema atual apresenta níveis de serviço críticos, sobretudo em períodos de safra, lembrando que apenas a Via Anchieta (SAI) permite o tráfego de caminhões. No que se refere a um novo acesso ao Porto, essa obra viária está incluída como compromisso de investimento da Ferrovia Interna do Porto de Santos”, segue o Executivo Municipal. 

A Autoridade Portuária de Santos informou que a manifestação ocorre de forma pacífica e não interfere na maior parte das operações. O órgão informa que depende de condições climáticas para terminar as obras. Já os caminhoneiros autônomos dizem que vão manter a manifestação por 12h ou 24h e pretendem retomar o protesto uma vez por semana. 

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Confira o posicionamento da Autoridade Portuária:

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informa que ocorre nesta quarta-feira, 30 de agosto, uma manifestação de caminhoneiros autônomos no bairro da Alemoa, fora da área do Porto Organizado de Santos. O movimento é pacífico, não interdita a via e a maioria das operações de embarque e desembarque de cargas nos navios não foi prejudicada. Apenas serviços de desembarque direto de fertilizantes – que dependem dos autônomos – estão paralisados.

A APS informa que concluiu a primeira fase da obra de reforma da Avenida Augusto Barata, aumentando de quatro para seis as faixas de rolamento no trecho, o que amplia a fluidez do trânsito, além de aumentar a vazão da drenagem do local e outras melhorias de infraestrutura. A liberação total para o tráfego depende do nivelamento no local da transição do asfalto para o calçamento de paralelepípedos (eliminando um “degrau” na pista”). Esta intervenção será feita assim que passar o clima chuvoso, pois a umidade prejudica a estabilidade do solo.

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