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Paulo Cezar Caju Por Paulo Cezar Caju O papo reto do craque que joga contra o lugar-comum

Chelsea não é o melhor time, muito menos Kanté é Bola de Ouro

Torci demais pelo Manchester City de Pep Guardiola, mas muito mesmo, porque ele tenta resgatar aquele futebol dos bons tempos

Por Paulo Cezar Caju Atualizado em 31 Maio 2021, 15h41 - Publicado em 31 Maio 2021, 15h19

Eu estava em Sarriá quando o Brasil perdeu para a Itália, um dos dias mais tristes da minha vida. Triste porque vi a arte ser colocada sob suspeita, vi artistas chorando, vi uma orquestra desmoronar do palco. Aquela geração merecia um título. Logo depois Parreira venceu uma Copa valendo-se da filosofia de que o importante é vencer a qualquer custo, mesmo jogando feio, de forma covarde. Claro que é sempre agradável ver Romário e Bebeto jogarem, mas aquela seleção não me convenceu. Senti uma sensação bem parecida com a derrota do Manchester City para o Chelsea porque também saíram perdendo o futebol coletivo e de qualidade. E, além do mais, não dá para considerar o Chelsea o melhor time do mundo. E só falta acharem que o Kanté merece a Bola de Ouro.

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Gosto da escola alemã, mas Thomas Tuchel não é um adepto do jogo ofensivo. Torci demais por Guardiola, mas muito mesmo, porque ele tenta resgatar aquele futebol dos bons tempos. Da mesma forma, no Brasileirão, torço pelos times do Nordeste, que usam muito as pontas e sempre lançam jogadores velozes, que arriscam dribles e desarmam defesas. Bahia, Ceará e Fortaleza me agradam, são bons de assistir e não me decepcionaram na primeira rodada. O Sport está alguns bons degraus abaixo, mas o Confiança, na Segundona, cresce a cada ano e não venceu o Cruzeiro por acaso. Também sou fã do Bragantino e do Claudinho.

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Sobre o Clube dos Riquinhos, apenas o Flamengo venceu. Palmeiras e Galo precisam investir o dinheiro com mais critério. No mais, sigo me irritando com a avalanche de estatísticas e informações desinteressantes passadas pelos comentaristas, que seguem inventando “times reativos”, “ligação direta”, “falso nove por dentro” e muito mais! Quando Rodrigo Lindoso fez o gol contra o Sport, fiquei sabendo que ele era o décimo nono jogador diferente a marcar na temporada. Bem interessante. A estatística divertida seria descobrir quantas mulheres de jogadores estão grávidas porque quase todos comemoram colocando a bola por baixo da camisa ou chupando o dedo. Lindoso foi um desses.

E Vasco e Botafogo, PC? Prefiro nem me alongar, mas posso garantir que 80% dos times da Série A que caíssem para a Segundona teriam dificuldades para voltar. Também sou bom em estatísticas! Peraí, o André Balada vai entrar no Sport. Deve ser a décima vez que ele volta ao clube! Mais uma estatística! Gol do Balada! É hora de dormir. Boa noite!

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