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O que a retrospectiva do Spotify diz sobre o estado da música pop atual

Mulheres no topo e ascensão da língua espanhola: as paradas musicais nunca foram tão diversas quanto agora

Por Felipe Branco Cruz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 1 dez 2023, 13h40 - Publicado em 1 dez 2023, 12h45

Desde 2015, sempre que dezembro chega, o assunto na rodinha de amigos é o mesmo. E não, não é sobre as folgas de fim de ano e, sim, sobre a retrospectiva do Spotify, em inglês Spotify Wrapped. A ideia é simples e eficiente: revelar de maneira lúdica e divertida as músicas que você mais ouviu no ano. Daí, surgem resultados, às vezes, constrangedores, como aquela banda de pagode que você não assume para ninguém que ama, ou aquela artista pop que você jura que não escuta, mas está lá no seu tocador toda vez que sobe na esteira da academia.

Nos últimos anos, esses resultados, no entanto, têm servido como uma excelente fotografia do estado da música pop no período. Como o Spotify é o serviço de streaming mais popular do mundo, ele serve como um excelente termômetro do que as pessoas realmente escutam, afastando-se, portanto, de pressões da indústria fonográfica ou de dados enviesados de rádios dominadas por jabás. É evidente que ranking dos mais escutados sempre existiram desde que a música pop surgiu, mas jamais eles foram tão precisos como agora. E o resultado mostra um panorama muito bom para este ano. Pela primeira vez, uma mulher assumiu o topo das mais ouvidas: Taylor Swift, e a língua inglesa, antes dominante, perdeu espaço significativo para o espanhol (a segunda língua nativa mais falada no mundo, depois do mandarim) e para o coreano, com seus onipresentes grupos de k-pop.

A retrospectiva do Spotify, portanto, não é apenas um reflexo do que escutamos no ano, mas um indicativo do que a sociedade tem consumido de música pop na atualidade. Pegue, por exemplo, os anos de 2013, 2015, 2017, 2018 e 2020. Nesse período, nenhuma mulher esteve entre as mais ouvidas globalmente. Uma surpreendente análise sobre os serviços de streaming musicais feita em 2021 com 330 000 usuários, notou-se que só 25% dos artistas recomendados pelo Spotify eram mulheres. Na ocasião, o Spotify afirmou que buscava soluções para dar mais visibilidade a elas e alegava, baseado em uma pesquisa que patrocinou, que a indústria musical tem baixa presença feminina (um argumento questionável, para dizer o mínimo).

Felizmente, as mulheres começaram a aparecer desde então nos rankings e nas playlists. Em 2019, Billie Eilish e Ariana Grande ficaram em segundo e terceiro lugar dos artistas mais ouvidos, respectivamente, no Spotify. Em 2021 foi a vez de Olivia Rodrigo e Doja Cat ficarem entre os cinco primeiros. Neste ano, Taylor Swift derrotou Bad Bunny, The Weeknd, Drake e Peso Pluma. Já a música mais tocada também foi de uma mulher, Miley Cyrus, com Flowers. O segundo lugar também ficou com uma mulher, SZA, com Kill Bill.

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Os dados mostram ainda um declínio da língua inglesa, onipresente na música pop. Agora, o espanhol passou a dominar as paradas, com artistas como Bad Bunny, Rosália e Peso Pluma. A explicação é simples, num mundo globalizado, os hispânicos preferem ouvir músicas em sua própria língua, e como o espanhol é a língua mais falada no mundo ocidental, é natural que ele ocupe o topo, com sua vocação natural na era do streaming globalizado.

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