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O Som e a Fúria Por Felipe Branco Cruz Pop, rock, jazz, black music ou MPB: tudo o que for notícia no mundo da música está na mira deste blog, para o bem ou para o mal

A nova (e barulhenta) aposta de Johnny Depp após barraco com ex

Depois de barraco judicial, astro lançará um álbum de covers com o guitarrista Jeff Beck. Mas, no palco, Depp faz mais pose que música

Por Felipe Branco Cruz Atualizado em 20 jun 2022, 17h14 - Publicado em 20 jun 2022, 16h59

Johnny Depp já provou ser um bom ator em papéis marcantes no cinema como o protagonista de Edward Mãos de Tesoura (1990) ou o Capitão Jack Sparrow, na franquia Piratas do Caribe. Com a imagem um tanto chamuscada em Hollywood, apesar de ter vencido recentemente o barraco judicial com a ex Amber Heard, o astro agora quer se reinventar em outra profissão: a de guitarrista de rock.

Depp já se arrisca no instrumento há tempos – tocou inclusive no Rock in Rio, há alguns anos. Mas, no momento, ele está apostando mais que nunca nessa carreira alternativa. No último final de semana, ele lançou mais uma canção do álbum 18, em parceria com Jeff Beck. Trata-se de uma cover da faixa Venus in Furs, do The Velvet Underground, que na interpretação de Beck e Depp ficou mais pop e perdeu o ar soturno da original. No final do mês passado, a dupla fez seu primeiro show. Na ocasião, pelo menos no visual, Depp caprichou, vestindo diversos acessórios, como lenços, cordões, anéis e pulseiras, além de uma maquiagem à lá rockstar poser dos anos 1980. Mas, a despeito de toda a interpretação roqueira no palco, a pergunta que fica é simples: afinal, Johnny Depp é um bom guitarrista? A resposta curta e grossa é: não.

Para quem conhece o ator apenas dos cinemas, não sabe que ele já se aventurou na música mais de uma vez. Em 2015, ele tocou no Rock in Rio com a banda Hollywood Vampires, ao lado de ídolos como Alice Cooper, Joe Perry (Aerosmith), Duff McKagan e Matt Sorum (Guns N’Roses). No palco, ele botou banca de guitar hero e com uma pose de enfant terrible fez o show com um cigarro no canto da boca. Quem o assistiu ao vivo ficou com a sensação de que ele estava ali apenas interpretando um papel, deixando para quem entendia do riscado (leia-se Joe Perry) fazer todo o trabalho. À época, a atriz Amber Heard, com quem ele travou uma lamentável disputa judicial nos últimos meses, estava no backstage e da plateia era possível vê-la dançando.

A verdade é que, aos 59 anos, Depp foi muito influenciado musicalmente pelo agito dos inferninhos da Sunset Strip, a mítica rua de Los Angeles, berço do hard rock dos anos 1980. Na adolescência, ele pulava de bar em bar com amigos famosos, namorando modelos e protagonizando barracos. O que o ator faz no palco, portanto, é quase um teatro dos shows de rock que ele e sua turma acompanhavam no passado. Naquela época, ele chegou a formar a banda de glam metal Rock City Angel, bem ao estilo Guns N’Roses, mas abandonou quando percebeu que a carreira como ator lhe daria mais holofote.

Na superbanda The Hollywood Vampires, Depp parecia uma espécie de músico de bar em uma banda cover. Agora, nessa nova parceria com o veterano Jeff Beck, ele surge ainda ainda mais genérico no palco. O novo álbum, previsto para ser lançado em 15 de julho, será composto majoritariamente de covers de bandas como Beach Boys, Everly Brothers e até What’s Going On, clássico de Marvin Gaye, além de algumas faixas autorais, como This Is A Song For Miss Hedy Lamarr.

O veredito: não dá para dizer que Johnny Depp não sabe tocar guitarra, mas daí a afirmar que ele é um bom guitarrista há uma distância muito grande. Tal como a batalha no tribunal que ele travou com a ex-mulher, Amber Heard, em que um exército de fãs ficou ao seu lado, agora ele também terá essa mesma turma lhe dando suporte como guitarrista. Mas, ao analisar sua carreira musical, ele jamais protagonizou algum momento memorável. Aquele dito popular “quem tem padrinho, não morre pagão” nunca foi tão verdadeiro.

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