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Mundialista

Por Vilma Gryzinski
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Brasil pode estar na trajetória do segundo balão espião da China?

O uso de balões é muito maior do que se imaginava e a Amazônia pode estar sendo espionada sem ninguém se dar conta

Por Vilma Gryzinski 9 fev 2023, 07h43

Um já foi, mas e o outro? Ou melhor, os outros?

A espionagem de instalações militares através de balões é muito mais disseminada do se suponha, disse o porta-voz do Pentágono, general Patrick Ryder. Ele enumerou as regiões onde os balões estão operando há anos: América do Sul, América Latina, Sudeste Asiático, Leste da Ásia e Europa. Ao todo, foram mencionados doze países.

A comoção, na opinião pública americana, em relação ao balão que atravessou o espaço aéreo dos Estados Unidos, derrubado quando chegou ao Atlântico, tirou de foco o segundo balão. O aparelho veio da China, sobrevoou a Costa Rica, Colômbia e Venezuela, numa trajetória que indicava a Amazônia brasileira como a etapa seguinte. 

O baixíssimo índice populacional e a dificuldade em detectar balões – uma das vantagens desse método de espionagem – deixam praticamente o campo livre para sermos espionados.

Só para dar uma ideia: o balão derrubado no sábado foi o quinto detectado sobre os Estados Unidos. Se a maior potência militar do planeta deixa escapar aparelhos sobre áreas críticas de seu território, sobretudo as instalações onde se abrigam as armas nucleares mais potentes, imaginem países com menor aparato tecnológico.

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Todo mundo espiona todo mundo, é uma lei da vida, mas a desfaçatez dos balões chineses, que podem ser avistados de terra, impressiona por revelar uma atitude estudadamente agressiva.

A vantagem de balões sobre satélites, segundo os especialistas, são imagens mais claras e tiradas de vários ângulos.

O mundo inteiro interessa à China e os recursos luxuriantes do Brasil, entre outros países latino-americanos, ocupam um lugar importante nessa lista. Mas o interesse mais imediato é a Ásia, o teatro de operações do confronto que inevitavelmente haverá em torno da ilha de Taiwan – com guerra cinética, como dizem no jargão militar, ou outras operações que tragam de volta um território que o regime comunista se comprometeu a arrastar de volta, seja por qual meio for.

Por isso, a atividade denunciada nos Estados Unidos é intensa na região asiática, onde existe uma verdadeira guerra geopolítica para não deixar tradicionais aliados americanos se deslocar para a área de influência de Pequim.

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Para o Brasil, interessa mais diretamente a expansão chinesa em território latino-americano. Só na Venezuela, a pegada é enorme e as críticas de Nicolás Maduro ao “ataque” contra o “balão meteorológico” seguem uma lei imutável: tudo o que o déspota venezuelano diz é exatamente o contrário da realidade.

Podemos manter as exportações brasileiras, de importância existencial para o país, sem cair na armadilha da perda de soberania em espaços vitais?

Esta é uma das questões geopolíticas mais importantes do momento atual e só tende a aumentar  nos próximos anos.

Um governo de esquerda como o atual vai naturalmente tender a privilegiar a China em detrimento dos Estados Unidos, um erro tremendo que deveria ser evitado a todo custo – sem deixar de lado as vantagens que os americanos podem oferecer em troca do não alinhamento do Brasil com a candidata a potência hegemônica.

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Para quem acha o imperialismo americano um horror, é bom parar por um momento para pensar na alternativa. Ou olhar para cima.

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