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A Venezuela acelera o derretimento: foi golpe ou ‘foi golpe’?

Acuada pela institucionalização do chavismo, a oposição acusa Maduro de golpismo e vai tentar o impeachment

Por Vilma Gryzinski Atualizado em 5 dez 2016, 11h20 - Publicado em 24 out 2016, 15h48
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  • Deputado diante da tropa: oposição tem a maioria, mas o regime tem a força

    Deputado diante da tropa: oposição tem a maioria, mas o regime tem a força

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    “Vocês querem é dar um golpe, como no Paraguai, como em Honduras, como no Brasil. Não somos Honduras, nem o Paraguai, nem o Brasil.”

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    A conversa do deputado chavista Héctor Rodríguez não causa nenhuma surpresa. Governos latino-americanos encalacrados em processos de autodestruição têm apelado ao mesmo argumento.

    Um pouco mais além foi a oposição venezuelana, majoritária porém impotente diante da ocupação das instituições que permitiu bloquear na justiça o referendo que encerraria de forma relativamente menos dramática o desastre nacional sem precedentes representado por Nicolás Maduro.

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    Sem saída, a frente oposicionista declarou que houve “uma ruptura da ordem constitucional”. Ou seja, chama de golpista o regime que acusa a oposição de tentar dar um golpe por bloquear, via justiça eleitoral, o processo de recall de Maduro.

    Outras propostas indicam o desespero de causa da oposição. Abrir processo de impeachment contra o presidente, nomear novos juízes para o Supremo Tribunal e a justiça eleitoral e até apelar às Forcas Armadas para que não acatem ordens que sejam contra os direitos constitucionais.

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    A “sessão do fim do mundo” foi no domingo, com a habitual invasão da assembléia por militantes bolivarianos e o apelo a novas manifestações de protesto contra Maduro.

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    É tudo mais do mesmo, embora em escala acelerada. O processo de derretimento da Venezuela surpreende menos por seu agravamento e mais pela capacidade de resistência de uma população que passa fome, enfrenta a maior inflação do mundo e e continua a sustentar a voracidade dos “robolucionários”.

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    O sofrimento dos venezuelanos já foi simbolizado por muitas imagens, como a das mulheres chorando quando vêem comida num supermercado da Colômbia e a dos bebês prematuros colocados em caixas de papelão em maternidades desprovidas de tudo. A mais recente, embora certamente não a última, história de horror é a dos corpos que explodem nos necrotérios de hospitais sem energia elétrica para impedir o processo de putrefação natural.

    O estado de putrefação avançada do “socialismo do século XXI” só será interrompido quando o instinto de autopreservação das forças armadas for maior do que a doutrinação ao estilo cubano e as delícias da corrupção desenfreada.

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    Mas o que restará então para preservar? Os pobres venezuelanos, submetidos a uma experiência catastrófica de “reconstrução” social, só terão a lamentar que não sejam o Brasil, nem o Paraguai, nem sequer Honduras.

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