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Salman Rushdie: é preciso quebrar o silêncio sobre a fatwa

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Por Maria Carolina Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 14 ago 2018, 00h02 - Publicado em 6 ago 2010, 10h32

Getty Images

A Flip já não é a mesma. Para o anglo-indiano Salman Rushdie, que esteve no evento em sua segunda edição, em 2004, a festa está maior. Nada, porém, que assuste o filho Milan, 11, que o acompanha novamente nesta viagem ao Brasil. “Ele está acostumado a esses eventos literários”, diz Rushdie. Desta vez, Milan vai até para festas com o pai – na primeira viagem ao Brasil, conta Rushdie, hoje divorciado, ele era menor e ficava sempre com a mãe, recluso. E sua presença na viagem é mesmo imprescindível: Milan inspirou Rushdie a escrever Luka e o Fogo da Vida, livro infantojuvenil que o escritor lança agora na Flip. Inspirou, não. Cobrou. Como Haroun e o Mar de Histórias foi escrito para o filho mais velho, Zafar, Luka entendeu que também deveria ter um livro seu. “Foi uma questão de ciúmes”, reconhece um risonho Rushdie.

O próximo projeto de Rushdie é para adultos: o escritor prepara um livro sobre os anos que viveu sob os riscos da fatwa, lei islâmica decretada pelo aiatolá Khomeini, que condenou Rushdie à morte por causa de seus Versos Satânicos. Qualquer muçulmano poderia assassiná-lo, de acordo com a lei. “Ainda estou no começo do trabalho, que deve ser lançado em 2012″, conta o escritor. “Mas sei que é preciso escrever sobre isso, não posso silenciar.” Após o decreto da fatwa de Khomeini, Rushdie mergulhou em um período de cerca de dez anos de reclusão, em que tinha de andar com guarda-costas e viver escondido. Mal conseguia escrever. Foi sobre essa dificuldade de produzir textos nessa que ele falou em Haroun e o Mar de Histórias.

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Nesta quinta, Rushdie e Milan marcaram presença na festa promovida pela Companhia das Letras no centro histórico de Paraty. Animado, arriscou alguns passos ao som da Banda Glória.

Maria Carolina Maia

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