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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Por que Eduardo Bolsonaro caiu em uma contradição absurda

Filho do presidente e ele próprio defendem ditadura e AI-5, mas alegam na campanha antivacina que o fazem pela “liberdade”

Por Matheus Leitão Atualizado em 17 jan 2022, 10h35 - Publicado em 17 jan 2022, 10h34

O caso do tenista sérvio, Novak Djokovic, deportado da Austrália por não ter se vacinado, foi usado pelo deputado Eduardo Bolsonaro para fazer a defesa canhestra que os bolsonaristas, e o próprio presidente, afirmam ser pela “liberdade”.

No caso de não se vacinar…. é bom lembrar que o próprio deputado se imunizou. Mas, segundo Eduardo, o sérvio “optou pela liberdade e se tornou [agora] um líder mundial”.

O respeitado infectologista Pedro Curi Hallal fez um tweet com a melhor resposta  para esse debate sobre se o governo da Austrália agiu bem ou não. 

“Mortalidade acumulada Covid-19 na Austrália: 100 mortes para cada 1 milhão de pessoas. Mortalidade acumulada Covid-19 no Brasil: 2900 para cada 1 milhão de pessoas. E tem político brasileiro querendo ensinar o governo australiano a enfrentar a pandemia”, escreveu ele.

Em relação à campanha antivacinação, o governo perde de lavada e é bom lembrar mais uma vez. A Folha de S.Paulo traz a informação, nesta segunda, 17, de que 79% dos brasileiros são a favor de vacinar as crianças e apenas 17% estão contra. Mais da metade dos brasileiros ainda diz que o presidente Bolsonaro atrapalha a vacinação de crianças.

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Na família do presidente, vários adultos se vacinaram. No governo, houve até quem fizesse isso escondido, como o general Eduardo Ramos, mas o fato é que eles sequer praticam a tal liberdade que defendem.

É comum encontrar em perfis bolsonaristas, e na fala de Jair Bolsonaro, a exaltação da “liberdade” como se eles fossem seus defensores.

Contudo, isso se choca com o histórico de elogios à ditadura brasileira, às ditaduras da América Latina, dos regimes autocráticos, do pior ato da ditadura brasileira que acabava com todas as liberdades e direitos individuais.

A volta do AI-5 figurou em todas as passeatas que o governo Bolsonaro convocou. E o próprio Eduardo, que acha que um tenista que não se vacinou é um líder mundial da liberdade, já disse (com todas as letras) que o famigerado ato que vigorou no país por 10 anos é o que ele receita como remédio para o Brasil.

Quem nada entende de liberdade, declarados liberticidas, dizem falar em nome dela para alimentar uma campanha antivacina que só trará como resposta o aumento das internações e mortes dos que ouvirem esse sombrio apelo.

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