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Por que Bolsonaro deixou a ‘digital’ no golpe, segundo investigador da PF

Ou... o ato mais grave do ex-presidente contra a democracia brasileira!

Por Matheus Leitão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 8 fev 2024, 17h21 - Publicado em 8 fev 2024, 15h15

Líder da extrema-direita brasileira, Jair Bolsonaro cometeu o seu mais grave ato enquanto presidente da República quando pediu que a nauseante minuta de golpe de Estado elaborada por assessores fosse editada. 

“Naquele momento, ele deixou a digital”, afirmou um investigador da Polícia Federal à coluna ao fazer esta avaliação.

Nesta quinta, 8, o Brasil começou a ver ruir a “casa” de Bolsonaro após a deflagração da operação “Tempus Veritatis”, que significa “hora da verdade” – no caso, hora da verdade que chegou para o líder da extrema-direita. 

Para o judiciário e a PF, o ex-presidente tinha pleno conhecimento da organização de golpe de estado, um crime gravíssimo, e liderava o “núcleo de inteligência” contra a posse de Lula, ainda em sua gestão.

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Como mostrou a coluna Maquiavel, Bolsonaro recebeu um documento que previa até a prisão dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e de Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso Nacional

Mas teria pedido a edição do texto – momento que comprova sua participação na conspiração contra a democracia brasileira – deixando apenas Moraes como alvo, como assustadoramente descreve decisão do próprio magistrado contra o ex-presidente, ex-integrantes do governo federal e militares, divulgada nesta quinta, 8: 

“Foram realizadas alterações a pedido do então presidente permanecendo a determinação de prisão do ministro Alexandre de Moraes e a realização de novas eleições. Nesse sentido, era relevante para os investigados monitorarem o ministro para executarem a pretendida ordem de prisão, em caso de consumação do Golpe de Estado”.

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Por isso, o ex-assessor especial para assuntos internacionais Felipe Martins foi preso. Ele, que ficou conhecido nacionalmente fazendo sinais nazistas no Senado, entregou a minuta de golpe a Bolsonaro, segundo as investigações.

Outro fato gravíssimo relatado na decisão de Alexandre de Moraes, segundo esse investigador ouvido pela coluna, é a suspeita de que o ex-presidente teria convocado generais e comandantes das Forças Armadas para aderirem ao plano golpista.

Mas, de acordo com ele, os dois episódios estão sendo vistos sobre a mesma ótica jurídica. Ou… criminal.

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