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Matheus Leitão Blog de notícias exclusivas e opinião nas áreas de política, direitos humanos e meio ambiente. Jornalista desde 2000, Matheus Leitão é vencedor de prêmios como Esso e Vladimir Herzog

Lula explica por que não foi aos atos contra Bolsonaro

Ex-presidente não quer subir no palanque por enquanto

Por Matheus Leitão 9 out 2021, 10h12

O discurso “paz e amor” de Lula durante conversa com jornalistas em Brasília nesta quinta, 8, ficou um pouco mais contundente quando o ex-presidente explicou por que não foi às manifestações contra Bolsonaro no dia 12 de setembro.

Além de ironizar sobre a ausência do PT enfraquecer o movimento de impeachment, Lula afirmou que não esteve nos atos porque não queria transformar a manifestação em ato político. Pelo menos por enquanto.

Questionado pela jornalista Julia Chaib, da Folha de S. Paulo, sobre o motivo de não ter ido aos atos, Lula foi categórico.

“Não fui nos atos primeiro por uma questão de responsabilidade. Eu não queria e não vou contribuir para transformar os atos em atos políticos. Porque na hora que eu subir em um caminhão, estará subindo o primeiro colocado em todas as pesquisas de opinião pública que pode ganhar as eleições em 1º turno”, disse o ex- presidente.

Lula ainda afirmou que, quando subir em um caminhão, não descerá mais.

“Uma coisa é subir no caminhão um candidato que tem 2% dos votos, outra coisa é subir o candidato que tem 47% dos votos. Eu tenho essa responsabilidade, porque quando eu subir no caminhão  não é para descer mais”.

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Sobre as manifestações programadas para o dia 15 de outubro, ele admitiu que tem vontade de ir, mas depende da circunstância para decidir sobre sua participação.

“Eu estou com muita vontade de ir, mas estou realmente com cuidado, com muito cuidado. Não sei se vou no dia 15, não sei, vai depender da circunstância e do momento. Quando eu for, não sairei mais do palanque, porque quando eu for significa que a gente vai poder fazer comício e eu vou voltar a andar pelo Brasil”.

O ex-presidente aproveitou para dizer que está com a agenda cheia, com viagens programadas e só vai para as manifestações se não viajar antes.

“Eu posso dizer que eu tenho uma viagem, eu tenho que ir a Berlim, Bruxelas, Paris, Madri. São encontros que estão sendo marcados. Encontros que são no Parlamento Europeu, vou receber um prêmio na França, vou conversar com o SPD que acaba de ganhar as eleições na Alemanha, vou participar de um debate no El Pais com empresários espanhóis, talvez eu visite o primeiro ministro Pedro Sanches. Se minha viagem for depois do dia 18, participarei do dia 15. Se for antes, não participarei, mas deixarei a Gleise Hoffmann para ser minha representante-mor”.

Sobre a possibilidade de sua ausência e a do PT enfraquecerem o movimento a favor do impeachment de Bolsonaro, Lula ironizou e provocou Arthur Lira, presidente da Câmara.

“Dizer que o PT é contra o impeachment é de uma insanidade… A pessoa que fala que o PT é contra o impeachment devia perguntar porque o Arthur Lira não coloca em votação”, disse o petista em referência aos pedidos que já foram apresentados a Lira.

Lula deu seu recado. Não foi aos atos de setembro, mas não descarta a possibilidade de ir nas manifestações do dia 15. E, se for, não deixará mais o palanque até as eleições de 2022.

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