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Marcela Rahal

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Jornalista, já atuou em diversos veículos como repórter, editora e âncora de telejornais. Sempre cobrindo hardnews, nas editorias de política, economia e cidades. Blog de informação e análise do cenário político nacional.

PF vê com gravidade falas de Cid sobre acordo de delação

Nos áudios revelados por VEJA, o ex-ajudante de ordens afirma que foi forçado a dar versões e criticou duramente o ministro Alexandre de Moraes

Por Marcela Rahal Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 mar 2024, 10h20 | Atualizado em 9 Maio 2024, 11h08
PF vê com gravidade falas de Cid sobre acordo de delação Priorize VEJA no Google

Uma importante fonte da PF revelou à coluna que a corporação viu com “gravidade as falas” do tenente-coronel Mauro Cid, reveladas por VEJA, em relação a condução feita pela PF nas investigações contra a tentativa de golpe, e que a instituição representou junto ao STF um pedido para que ele se esclareça.

Ainda, de acordo com a fonte, “ninguém acusará a PF e o STF dessa forma, e ficará incólume”.

Segundo os áudios obtidos por Veja, em reportagem de capa, assinada pelos jornalistas Robson Bonin, Marcela Mattos e Laryssa Borges, Cid diz que foi coagido a dar versões sobre a trama golpista para compor uma narrativa já definida pelos investigadores. Em determinado momento, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro diz: “Eles (os policiais) queriam que eu falasse coisa que eu não sei, que não aconteceu”, contou. “Você pode falar o que quiser. Eles não aceitavam e discutiam. E discutiam que a minha versão não era a verdadeira, que não podia ter sido assim, que eu estava mentindo”, afirmou.

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A conversa com um suposto amigo teria acontecido após o depoimento que o tenente-coronel deu à PF, no dia 11 deste mês. Na ocasião, Cid também teceu duras críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga a tentativa de golpe.

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Em outro áudio, obtido por Veja, o militar fala: “O Alexandre de Moraes é a lei. Ele prende, ele solta, quando ele quiser, como ele quiser. Com Ministério Público, sem Ministério Público, com acusação, sem acusação.”

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O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro será ouvido nesta sexta-feira, às 13 horas, pelo desembargador Airton Vieira, juíz instrutor do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, junto com a defesa e um representante da PGR. A PF também vai ouví-lo ainda nesta tarde.

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