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Marcela Rahal

Por Marcela Rahal
Jornalista, repórter e apresentadora. Blog de informação e análise do cenário político nacional
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A resposta de ministros ao puxão de orelha de Lula

Alckmin e Haddad levaram com bom humor a declaração do presidente pedindo empenho na articulação política

Por Marcela Rahal Atualizado em 9 Maio 2024, 12h04 - Publicado em 23 abr 2024, 16h13

Após a cobrança do presidente Lula para que ministros entrem mais na articulação política, o vice-presidente Geraldo Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, postou nas redes sociais uma montagem com o personagem do desenho Papa-Léguas ironizando a fala de Lula que pediu mais agilidade do ex-governador. A imagem diz: “o presidente Lula pediu para acelerar. Pé na tábua”.

Nesta segunda-feira, durante o lançamento de um programa de crédito para microempresas, o petista deu um puxão de orelha nos ministros. “O Alckmin tem que ser mais ágil, tem que conversar mais. O Haddad tem que, em vez de ler um livro, perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington, o Rui Costa, passar maior parte do tempo conversando com bancada A, com bancada B”, disse Lula.

Na legenda do post, o vice-presidente elencou medidas bem-sucedidas do governo, como aprovação do arcabouço fiscal, reforma tributária e políticas públicas para redução da pobreza. O ministro afirmou que, apesar de tantas conquistas, ainda há muito o que fazer, por isso Lula tem razão de cobrar sua equipe.

“Ele tem toda razão de cobrar de seu governo empenho para acelerar as negociações com o Congresso. Tenho dialogado todos os dias com parlamentares que estão nos ajudando a negociar projetos estruturantes. Somente este ano foram 52 reuniões, com 75 parlamentares”, ressaltou.

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Ainda na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, questionado por jornalistas sobre a cobrança do presidente, respondeu: “só faço isso da vida”. Depois falou que gostaria de participar da reunião de líderes da Câmara, marcada pra hoje. “Esqueci meus livros em São Paulo, então estou liberado”, brincou.

A chamada pública acontece em meio ao atrito na articulação entre governo federal e Congresso, gerando incertezas em relação ao andamento de pautas econômicas que podem impactar o orçamento, as chamadas pautas-bomba. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, foi poupado por Lula. Na semana retrasada, o presidente da Câmara, Arthur Lira, manifestou publicamente sua insatisfação com o titular da pasta e o chamou de “incompetente” e “desafeto pessoal”.

Hoje de manhã, durante um café do presidente com jornalistas, no Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, reclamou do destaque que a imprensa deu à declaração de Lula que, segundo ele, não passou de uma brincadeira. Logo depois, o presidente Lula iniciou sua fala dizendo que é preciso pensar no que vai dizer para não dar margem a manchetes negativas.

O fato é que, por mais que tenha sido uma brincadeira, o recado foi dado. Com tantos partidos que compõem o governo, há uma insatisfação do presidente na articulação com o Congresso.

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