Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Maquiavel Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

Venezuela-Guiana: ‘Referendo vai dar ao Maduro o que ele quer’, diz Lula

Presidente disse esperar que 'bom senso prevaleça' e rechaçou a possibilidade de guerra; venezuelanos votam neste domingo, 3, anexação do país vizinho

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
3 dez 2023, 09h32

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a tentativa de anexação da Guiana pela Venezuela e declarou que o referendo previsto para este domingo, 3, provavelmente será favorável à investida do presidente Nicolás Maduro contra o país vizinho.

“Tem hoje um referendo que obviamente vai dar ao Maduro o que ele quer: um chamamento ao povo para aumentar o seu território”, disse antes de embarcar de Dubai, onde discursou na COP-28, para Berlim na Alemanha.

A jornalistas, Lula disse avaliar, ainda, que o atrito entre ambos os países não deverá escalar para um conflito militar e rechaçou a possibilidade de uma guerra “A América do Sul não está precisando de confusão. Não se pode ficar pensando em briga. Espero que o bom senso prevaleça. Do lado da Venezuela e do lado da Guiana”, afirmou.

Desde a última semana, o Ministério da Defesa brasileiro tem ampliado a presença militar na região perto da fronteira com a Guiana e afirma estar monitorando as discussões.

Referendo

País de apenas 804.000 habitantes — menos da metade da população de Caracas, por exemplo –, a Guiana entrou na mira do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, que quer anexar mais de 60% do território do país vizinho. A ameaça deve aumentar a partir deste domingo, 3, quando os venezuelanos irão às urnas em referendo para dizer se apoiam ou não a pretensão de seu dirigente.

Continua após a publicidade

A reivindicação territorial da Venezuela não é nova, mas cresceu nas últimas semanas em razão de dois fatores: a proximidade das eleições no país, em 2024, e o boom econômico do vizinho na esteira do avanço da exploração de petróleo.

O alvo da cobiça é a região de Essequibo, uma área de 160 mil quilômetros quadrados formada em sua maioria por uma densa floresta cortada por rios caudalosos, que faz fronteira com Roraima e que representa dois terços do território da Guiana. O interesse de Maduro se ampliou nos últimos anos com as descobertas de petróleo no litoral da região, cujo potencial ultrapassa 11 bilhões de barris. O petróleo fez com que a economia do país quadruplicasse nos últimos cinco anos.

O mineral explorado na Guiana é semelhante ao que é retirado na Venezuela, o que aumentou o interesse de Maduro pela anexação Essequibo, onde está a maior parte da produção do vizinho. A tentativa de anexação, no entanto, já provoca reação de potências como o Reino Unido – até 1966 a Guiana era uma colônia britânica –, dos Estados Unidos e da França.

Reportagem de VEJA desta semana mostra como a movimentação de Maduro virou um grande problema para Lula, que é o principal aliado na região do regime chavista.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.