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Maquiavel

Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Valdemar reage a flerte do PT com PL: ‘Somos oposição e assim seguiremos’

Declaração do dirigente foi dada após aproximações isoladas de filiados ao governo Lula e uma resolução do diretório nacional petista acenando com aliança

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 13 Maio 2024, 21h23 - Publicado em 4 set 2023, 14h04

O presidente do Partido Liberal (PL) de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, foi às redes nesta segunda-feira, 4, para desmentir a possibilidade de uma aliança com o PT de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições municipais de 2024.

“Que fique bem claro: Não existe nenhuma hipótese de coligação com o PT. Somos oposição e assim seguiremos”, publicou o cacique. “O Partido Liberal valoriza a família, a liberdade de expressão e sentimos orgulho do nosso país quando ouvimos o hino nacional. É por isso que o povo brasileiro fez do PL o maior partido do país”, afirmou Valdemar.

A declaração é uma reação à aprovação de resolução pela direção nacional do PT, há uma semana, que afirma que irá permitir coligações de candidatos petistas com candidatos do PL e de outras legendas nos municípios, mas com a contrapartida de que apoiem Lula. O documento, no entanto, proíbe candidaturas identificadas com “o projeto bolsonarista”.

Também nesta segunda, 4, o advogado Fabio Wajngarten, ex-ministro de Bolsonaro e aliado de primeira hora do ex-presidente, classificou como “inconcebível” a possibilidade de coligação entre ambas as legendas e afirmou que, por orientação do cacique do PL, mandatários da sigla que assumirem cargos no governo Lula serão expulsos do partido.

“Muita fumaça sobre uma inconcebível aliança entre o PL e o PT. O presidente Valdemar afirmou semana passada em entrevista que quem do PL assumir qualquer cargo do governo federal estará fora do partido na mesma hora. Deputados, em casos excepcionais, e por causa de divergências regionais, deixarão o partido se assim desejarem. Não vamos cair em provocação do governo”, declarou Wajngarten.

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Dissidentes

Com a proximidade das eleições de 2024, têm pipocado alianças regionais entre possíveis candidatos do PT e do PL — a movimentação, no entanto, não tem sido isenta de represálias pela cúpula do partido de Jair Bolsonaro.

Na tentativa de concorrer à prefeitura de Juazeiro do Norte (CE), o deputado federal Yury do Paredão foi expulso da sigla após buscar apoio do governador Elmano de Freitas (PT) contra o atual prefeito, Glêdson Bezerra (Podemos). A gota d’água foi a divulgação de uma foto em que Yury posa ao lado de ministros de Lula fazendo o gesto de “L”.

Em Brasília, a aproximação de mandatários do PL com o atual governo também tem irritado a direção do PL. O deputado federal Júnior Mano (PL-CE) foi um dos deputados punidos recentemente pela sigla ao votar a favor da medida provisória da reestruturação ministerial de Lula — ele, assim como outros parlamentares que fizeram o mesmo movimento, foram penalizados com a perda de vagas em comissões na Câmara. Mano, inclusive, está envolvido em outra sinuca de bico que poderá ser uma dor de cabeça ao partido: ele tenta emplacar uma aliança com o pré-candidato petista à prefeitura de Maracanaú (CE), Júlio César Filho.

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