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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Por que a terceira via não decola na eleição atual, segundo especialistas

Para cientistas políticos, conjuntura da disputa e a falta de homogeneidade do centro dificulta a missão de construir uma alternativa a Lula e Bolsonaro

Por Diogo Magri 21 Maio 2022, 09h47

As crises explicitadas durante a última semana entre os partidos que fazem parte do grupo conhecido como terceira via — PSDB, MDB e Cidadania –, que querem rifar o ex-governador paulista João Doria (PSDB) e bancar Simone Tebet (MDB) como presidenciável, foi apenas o último episódio da frente do centro político brasileiro, que, apesar de reunir muitos candidatos, não consegue aglutinar eleitores o suficiente para desfazer a polarização entre Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A terceira via chegou a ter uma dezena de nomes entre a centro-esquerda e a centro-direita desde o segundo semestre do ano passado, inclusive de partidos que não compõem mais o grupo — como União Brasil e PSD –, mas a maioria dos postulantes foi desistindo ao longo do caminho. O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD) e o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (UB) são exemplos de políticos centristas que consideraram uma candidatura presidencial recentemente, mas recuaram.

Além disso, os que restaram, como Doria e Tebet, não passam dos 5% nas pesquisas presidenciais. Ciro Gomes (PDT), a alternativa mais promissora do centro, também está longe do segundo turno no momento.

Na visão de especialistas, a dificuldade para emplacar nas pesquisas um nome da terceira via é explicada pela conjuntura atual da disputa presidencial deste ano. “A eleição presidencial é quase sempre sinônimo de plebiscito sobre uma administração, com apoiadores e críticos se opondo em duas candidaturas. Neste ano, a competição entre dois presidentes muito conhecidos acirra essa polarização e dificulta a missão da terceira via”, resume o cientista político Rafael Cortez, da Tendências Consultoria.

Soma-se ainda, na visão dos especialistas, a fragmentação das candidaturas alternativas, que não constroem um perfil homogêneo suficiente para aglutinar o eleitorado “nem Lula nem Bolsonaro”, e a postura dos dois líderes das pesquisas. “Tanto o perfil de Lula quanto o de Bolsonaro, enquanto candidatos, são de incentivar a polarização e o confronto contra o outro lado, e isso dá a impressão ao eleitor que só existem dois caminhos possíveis”, avalia Leandro Consentino, analista político e professor do Insper.  “Do outro lado, a terceira via é muito plural, o que prejudica a existência de alguém que monopolize o eleitor que não gosta dos dois líderes”, completa Cortez.

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