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Os três erros na foto de Bolsonaro com jornalista da Fox News

Imagem com jornalista Tucker Carlson tem ao menos três referências desabonadoras ao presidente, ao governo ou ao país

Por Da Redação Atualizado em 29 jun 2022, 19h57 - Publicado em 29 jun 2022, 17h37

O jornalista Tucker Carlson, da emissora Fox News, dos Estados Unidos, fez uma visita ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no Palácio do Alvorada nesta quarta-feira, 29, onde conversaram para um documentário que está sendo produzido pelo americano. Os dois posaram para uma foto juntos, publicada pelo apresentador e compartilhada pelo presidente nas redes sociais — a foto tem ao menos três curiosidades, todas ligadas a fatos que marcaram negativamente a imagem do governo ou do país nos últimos tempos.

A primeira é o cocar indígena que Carlson está usando. Ele foi um presente de Bolsonaro, que é bastante criticado pela forma como lida com questões ambientais e pela negligência com os povos indígenas, críticas que se agravaram, inclusive internacionalmente, após o assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips no Vale do Javari, no Amazonas.

Além disso, como mostrou a coluna VEJA Gente, boa parte dos especialistas defende que a indevida utilização de artefatos e vestimentas de outros povos é uma forma de apropriação cultural. Carlson aceitou usar o cocar meio a contragosto, talvez sabendo do gesto inadequado.

Na estante, atrás de Bolsonaro e Carlson, aparece em destaque também um logo da Caixa Econômica Federal, cujo chefe, Pedro Guimarães, está na berlinda após ser acusado de assédio sexual por várias funcionárias da instituição financeira. O episódio deve provocar a queda do executivo do banco, que sempre foi um aliado próximo ao presidente, com quem compartilhava com frequência viagens e aparições em lives na internet. O presidente da República ainda não se manifestou sobre as denúncias, que certamente terão impacto eleitoral, ainda mais porque Bolsonaro enfrenta conhecidas dificuldades com o eleitorado feminino.

Na mesma estante há também um boneco do ex-piloto de F1 Nelson Piquet, tricampeão mundial da categoria, e que, nos últimos tempos, tem sido mais lembrado como um entusiasta de Bolsonaro. Ele já chegou até a bancar o chofer do presidente nas comemorações do último 7 de Setembro. Nesta semana, Piquet se referiu ao piloto britânico Lewis Hamilton, sete vezes campeão mundial, como “neguinho” em uma entrevista a um canal na internet. A referência racista foi repudiada por várias entidades, ligadas ou não ao automobilismo, e pelo próprio Hamilton, que respondeu ao brasileiro com um post em português nas redes sociais.

A coincidência de referências desabonadoras na foto de Bolsonaro e Carlson não passou batida pelos usuários de redes sociais.

 

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