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Por José Benedito da Silva
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O que Marcos Rogério, o ‘pit bull’ governista, espera de Bolsonaro em 2022

Senador é cotado para disputar o governo de Rondônia no ano que vem e ganhou notoriedade na defesa do presidente da CPI da Pandemia

Por Caíque Alencar 17 out 2021, 10h12

Defensor ferrenho do Palácio do Planalto na CPI da Pandemia, assumindo por completo o papel de “pit bull” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na comissão, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) chega ao final dos trabalhos do colegiado como um dos rostos mais conhecidos entre os senadores que se apresentaram como a “tropa de choque” do chefe do Executivo. Cotado para a disputa do governo de Rondônia em 2022, o parlamentar explorou ao máximo o tempo de visibilidade que as sessões quase diárias proporcionaram e cativou a plateia bolsonarista que ficou com os olhos as transmissões da TV Senado.

O movimento passou a ser visto entre seus colegas de comissão como uma tentativa de catapultar sua popularidade e, sobretudo, ganhar o apoio de Bolsonaro para a corrida ao Palácio Rio Madeira, sede administrativa do governo de Rondônia. O parlamentar jura que sua atuação não foi guiada tendo em vista o pleito do ano que vem. “A defesa que faço do governo do presidente Bolsonaro é fruto de minhas convicções políticas, sem nenhuma vinculação a eventual apoio em uma possível candidatura futura”, afirma.

Ainda segundo o senador, uma definição a respeito de seu futuro ainda está longe de se resolver – pelo menos por enquanto. “Estou focado no meu trabalho como senador, especialmente nos últimos meses, em função da CPI da Pandemia”, diz Rogério. Nessa reta final da CPI, o senador disse que vai apresentar um relatório alternativo para fazer contraponto ao documento do senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, cujo parecer vai pedir o indiciamento de Bolsonaro, seus filhos e ao menos mais 37 pessoas.

Se o futuro a respeito de 2022 é incerto, ao menos duas coisas são tidas como certas. A primeira é que a casa do “pit bull” governista vai continuar sendo o DEM. “Não tenho nenhuma pretensão de deixar o DEM, com a anunciada fusão com o PSL. Não há cogitação em relação a outros partidos”, garante o governista. Recém-nascido após a fusão entre DEM e PSL, mas ainda esperando a sua aprovação pelo TSE até março do ano que vem, o União Brasil pode se tornar o maior partido da Câmara, com um total de 82 deputados — um número que vai depender da debandada ou capacidade de atração de novos parlamentares com a janela para transferência que vai se abrir com a formalização da legenda junto à Justiça Eleitoral.

A segunda é que, independente do que o senador decidir fazer, o Senado vai continuar tendo uma figura polêmica a partir de 2022. Reportagem de VEJA desta semana mostra que, caso deixa o cargo para disputar o governo de Rondônia, Rogério vai dar lugar a Samuel Pereira Araújo, o primeiro suplente de sua chapa, conhecido como o “Rei dos Precatórios” – dono de empresa de factoring, ele compra os papéis com descontos e briga no Judiciário para obter valores muito maiores.

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