Assine VEJA por R$2,00/semana
Imagem Blog

Maquiavel Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
Continua após publicidade

MPF vai investigar se o Banco do Brasil apoiou a escravidão no século XIX

Em nota, instituição diz que atua para promover igualdade racial e esforços de reparação histórica

Por Bruno Caniato
Atualizado em 29 set 2023, 18h52 - Publicado em 29 set 2023, 16h19

O Ministério Público Federal instaurou uma investigação para apurar a relação entre o Banco do Brasil e a escravidão no século XIX. O MPF quer que a estatal esclareça se lucrou com o tráfico de pessoas negras escravizadas e se apoiou essa prática por agentes privados.

O inquérito civil público foi instaurado a pedido de integrantes da comunidade acadêmica e faz parte de um esforço investigativo para mapear a responsabilidade de instituições brasileiras em relação ao comércio escravagista.

Movida por quinze historiadores ligados a universidades brasileiras e estrangeiras, o pedido de investigação exige que o banco forneça informações sobre o financiamento do tráfico de escravos e a capitalização do próprio BB com a prática no período imperial, além de se posicionar oficialmente a respeito dessa relação econômica e informar as suas iniciativas de apuração e reparação histórica. A notificação dá o prazo de 20 dias para o envio dos documentos — em 27 de outubro, a presidência do Banco do Brasil e os acadêmicos devem se reunir na Procuradoria da República no Rio de Janeiro.

Uma das organizações mais antigas da história nacional, o Banco do Brasil foi criado em 12 de outubro de 1808, mesmo ano em que o rei Dom João VI e sua corte se mudaram de Portugal para terras brasileiras. Uma crise financeira obrigou o banco a fechar as portas duas décadas depois e, quando foi refundado, em 1853, tinha entre seus acionistas alguns dos maiores traficantes de negros escravizados do Brasil. “As subscrições para a integralização do capital do banco provinham dessas atividades, sendo que as maiores fortunas do Rio de Janeiro estavam claramente associadas ao comércio transatlântico de africanos”, explicam os procuradores Aline Caixeta, Jaime Mitropoulos e Julio José Araujo Junior.

Continua após a publicidade

Em nota divulgada à imprensa, o Banco do Brasil defende que a reparação histórica pela escravidão é responsabilidade de toda a sociedade e afirma estar “à disposição do MPF para continuar protagonizando e envolver toda a sociedade na busca pela aceleração deste processo”. A instituição também diz estar comprometida com a inclusão racial e o combate à discriminação, listando parcerias firmadas com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), o Ministério da Igualdade Racial e a Universidade Zumbi dos Palmares.

(Com Agência Brasil)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.