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Por José Benedito da Silva Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho e Isabella Alonso Panho. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Margareth Menezes aceita convite para Ministério da Cultura de Lula

Escolha, porém, não está pacificada: 'Artistas não administram nem a própria carreira', diz um membro da transição; cantora ainda não se manifestou

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO Atualizado em 10 dez 2022, 14h03 - Publicado em 10 dez 2022, 13h57

A cantora Margareth Menezes aceitou o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Cultura no futuro governo, dizem a VEJA integrantes da equipe do petista. A assessoria da artista confirmou o convite, mas não informou se Margareth aceitará o cargo.

Nome ‘preferido’ da futura primeira-dama, Rosângela Silva, a baiana já faz parte da atual equipe de transição de governo e deverá se apresentar no evento da posse de Lula em Brasília em 1º de janeiro, ao lado de outros artistas, como Martinho da Vila e Paulinho da Viola.

Desde o início do governo Jair Bolsonaro, a Cultura tem status de secretaria especial — sob o ‘guarda-chuva- do Ministério do Turismo –, e já teve como titulares, na atual gestão, os atores Regina Duarte e Mario Frias. Durante a campanha eleitoral, Lula anunciou que, com sua vitória, a pasta voltaria a ter status de ministério.

Além de contar com o apoio de Janja, Margareth tem a seu favor outros elementos considerados fundamentais por parte da equipe de Lula — é mulher, negra, nordestina e expoente do meio artístico. Nesse aspecto, a nomeação de um grande nome da música repetiria o simbolismo da escolha de Gilberto Gil para a mesma pasta, também por Lula, em 2003.

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O nome da cantora, no entanto, não é consenso na cúpula petista — entre nomes da coordenação de transição, havia a expectativa de que um nome mais técnico fosse indicado. Apesar de ser um expoente no meio artístico, Margareth não tem experiência com gestão pública, característica fundamental para a reestruturação da Cultura sob o cenário de terra arrasada na área deixado por Bolsonaro, avaliam aliados.

“Artistas não administram nem a própria carreira”, pontua um integrante da transição.

Entre nomes citados como aptos, estão o do próprio ex-ministro Juca Ferreira — à frente da Cultura entre 2008 e 2010 e 2015 e 2016, nos governos Lula e Dilma Rousseff, respectivamente.

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Segundo a coluna VEJA Gente, outros nomes também estavam no páreo. Entidades ligadas ao movimento cultural defendiam um ministro com experiência de articulação política. Por isso, eram apontados como prováveis nomes o professor Danilo Miranda, 79 anos, desde 1984 diretor do SESC em São Paulo; e Elaine Costa, 55, que ficou marcada por um trabalho elogiado no Departamento Cultural da Petrobras no primeiro governo Lula. Daniela Mercury, Chico César, Lucélia Santos e Flora Gil, mulher de Gilberto Gil, também foram opções descartadas. Todos esses nomes, aliás, são amigos de Margareth.

Nascida em Salvador em 1962, Margareth é uma das cantoras mais influentes da música baiana, com carreira de mais de quarenta anos. Conquistou dois troféus Caymmi, quatro troféus Dodô e Osmar e foi indicada ao Grammy Awards e Grammy Latino. É considerada pelo jornal Los Angeles Times a “Aretha Franklin brasileira”. Tem mais de dez álbuns, incluindo mais de vinte turnês internacionais. É fundadora da Associação Fábrica Cultural, organização social sem fins lucrativos que atua com Cultura, Educação e Sustentabilidade em Salvador (BA).

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Entre suas músicas mais famosas, regravadas por Ivete Sangalo e Gilberto Gil, entre outros, tem-se: Dandalunda, Faraó, Versos de Amor, Pelourinho e Ellegibo. Margareth estava entre os famosos presentes no encontro organizado por Janja como último ato de campanha de Lula com a classe artística, em São Paulo, antes das eleições.

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