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Por José Benedito da Silva
A política e seus bastidores. Com Laísa Dall'Agnol, Victoria Bechara, Bruno Caniato, Valmar Hupsel Filho, Isabella Alonso Panho e Adriana Ferraz. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.
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Lula é o presidenciável com maior potencial de votos, diz Ibope

Rejeição ao petista ainda é alta (51%), mas recuou 14 pontos em um ano; Doria, que teve nome incluído pela primeira vez, tem menor a rejeição entre tucanos

Por Da Redação
20 abr 2017, 13h26

 

Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o candidato à Presidência com o maior potencial de voto entre nove nomes testados pelo instituto – entre eles, pela primeira vez, o do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

O levantamento mostra que, desde o impeachment de Dilma Roussef (PT), há um ano, a rejeição a Lula caiu 14 pontos – hoje é de 51%, número próximo à soma dos que dizem que votariam nele com certeza (30%) e dos que poderiam votar (17%).

A pesquisa foi feita entre os dias 7 e 11 de abril, portanto antes da divulgação do conteúdo das delações feitas por executivos e ex-executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato, que comprometeram ainda mais o ex-presidente, com detalhes sobre repasses de dinheiro ilegal e pagamento de benefícios pessoais, como no caso do sítio de Atibaia.

As delações, no entanto, também envolveram outros presidenciáveis, como os tucanos Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra. Segundo o Ibope, desde outubro de 2015, a soma dos que votariam com certeza ou poderiam votar em Aécio despencou de 41% para 22%, enquanto a de Serra caiu de 32% para 25% e a de Alckmin, de 29% para 22%. Em relação à rejeição, os três tucanos têm índices maiores que o de Lula: 62%, 58% e 54%, respectivamente.

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Já Doria, incluído pela primeira vez, tem 16% de eleitores potenciais (6% votariam com certeza e 10% poderiam votar). A rejeição dele, no entanto, é muito menor que a dos outros tucanos (36%), assim como a taxa de conhecimento (44% não o conhecem, contra 24% de Alckmin e 16% de Serra e Aécio), o que mostra potencial para crescimento.

Marina Silva (Rede), como os tucanos, viu  reduzir seu potencial de voto: 33% votariam ou poderiam votar nela contra 39% em 2015 e há um ano. A rejeição a seu nome aumentou de 46% para 50% no último ano.

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) aparece com 17% de potencial de voto na pesquisa, seis pontos percentuais a mais em relação ao mesmo mês do ano passado. Sua rejeição, no entanto, também cresceu, passando de 34% para 42%.

A pesquisa mediu apenas o potencial de voto (não a intenção de voto, em que o entrevistado é instado a dizer em quem votaria). Nesse tipo de levantamento, o entrevistador apresenta um nome de cada vez e pede ao eleitor que escolha qual frase descreve melhor sua opinião sobre aquela pessoa: se votaria nela com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum, ou se não a conhece o suficiente para opinar. Foram entrevistados 2.002 eleitores em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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