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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Livre da Lava Jato, Marconi Perillo pode tentar o quinto mandato em Goiás

Tucano pode enfrentar o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) em outubro, mas, diz ter preferência por uma vaga no Senado

Por Diogo Magri 17 Maio 2022, 12h58

De olho em retomar o protagonismo em Goiás nas eleições deste ano, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) conseguiu uma vitória na Justiça que fortalece a sua candidatura. A Procuradoria-Geral da República não recorreu da decisão do Supremo Tribunal Federal, tomada há duas semanas, de anular as denúncias de caixa dois das campanhas do tucano em 2010 e 2014 na Justiça Federal.

Perillo era suspeito de receber 12 milhões de reais em propina de empreiteiras para os dois pleitos eleitorais, nos quais ele triunfou em sua campanha ao governo do estado. Chamada de Operação Cash Delivery, as denúncias foram feitas com base em delações de executivos da Odebrecht na Operação Lava Jato.

Marconi chegou a ser preso preventivamente em 2018, mas foi solto no mesmo dia através de um habeas corpus. Quatro anos depois, o processo foi anulado e remetido para a Justiça Eleitoral, onde já foi decidido que não houve qualquer irregularidade, por decisão do ministro Gilmar Mendes. O prazo para a PGR recorrer terminou nesta semana.

Apesar de não ter alterado os direitos eleitorais de Marconi, a decisão libera a pista para que ele seja candidato em 2022. Em 2018, ele liderava a corrida pelo Senado no mês anterior às eleições, mas acabou em quinto lugar, com 7% dos votos, com o peso das acusações — ficou atrás de Vanderlan Cardoso (PP), Jorge Kajuru (PRP), ambos eleitos, além de Wilder Morais (DEM) e Lúcia Viâna (PSB). “Foi fatal [a denúncia] em 2018 e com certeza prejudicaria muito em 2022. Agora, mais do que nunca, tenho uma ótima defesa”, disse Marconi.

O tucano só ainda não sabe para qual cargo ele se candidatará. Perillo confessa que tem preferência por uma vaga no Senado, mas a grande maioria dos seus correligionários deseja que ele se candidate ao governo. Neste caso, teria a missão de desbancar Ronaldo Caiado (União Brasil), eleito no primeiro turno há quatro anos e candidato à reeleição. “Devo decidir o que farei entre o fim de junho e o começo de julho”, contou Marconi.

Nenhum dos dois postos seria uma novidade para o tucano. Marconi Perillo tem em seu currículo quatro mandatos como governador (1999 a 2006 e 2010 a 2018) e um como senador (2007 a 2010), além de ter sido uma vez deputado estadual e outra deputado federal por Goiás.

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