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Maquiavel Por José Benedito da Silva A política e seus bastidores. Com João Pedroso de Campos, Reynaldo Turollo Jr., Tulio Kruse, Diogo Magri, Victoria Bechara e Sérgio Quintella. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Com sindicatos, Lula acena a empresários e indica papel central a Alckmin

Ex-presidente diz a centrais sindicais que elas terão participação ativa em seu governo e que criará mesa de negociação que poderá ser liderada pelo vice

Por Da Redação Atualizado em 14 abr 2022, 15h25 - Publicado em 14 abr 2022, 13h41

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acenou em encontro com dirigentes sindicais em São Paulo nesta quinta-feira, 14, que eles terão participação mais ativa em seu governo – ao contrário do governo Jair Bolsonaro (PL), que não conversa com sindicatos —, mas disse que isso será feito em uma mesa de negociação que inclua também empresários, banqueiros e proprietários rurais.

“Queremos chamar as centrais sindicais, mas queremos chamar também os presidentes da CNI (Confederação Nacional da Indústria), da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Não vamos deixar ninguém de fora, vamos colocar todo mundo na mesa e eu quero saber qual é o compromisso de cada um”, disse.

Lula também disse que “não vai fazer nada na marra, vai fazer negociando”. “Não queremos negar ao empresário o direito de falar, não queremos negar ao banqueiro o direito de falar, não queremos negar ao comerciante o direito de falar, não queremos negar ao fazendeiro o direito de falar. Eles podem falar o que quiserem, mas terão que falar numa mesa de negociação onde os trabalhadores estejam representados para defender os seus interesses”, afirmou.

O ex-presidente também disse que essa mesa de negociação pode ser conduzida pelo vice-presidente, num aceno ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), que estava no encontro – o primeiro evento público do qual participou junto com o petista após a aprovação de seu nome como candidato a vice pela direção nacional do PT. “Vamos criar uma mesa de negociação, que pode ser comandada pelo vice-presidente, não precisa ser pelo presidente. Vão estar lá as centrais sindicais, mas vão estar também os empresários”, afirmou,

O ex-presidente também disse que se criou no país um discurso de que os sindicatos são contra as empresas, o que, na visão dele, não é verdade. “Se tem uma coisa que o trabalhador quer é que a empresa dele cresça. Porque o sonho de todo mundo é trabalhar. Quem é o ignorante que acha que a gente quer destruir a empresa? Quem acha que a gente fica feliz quando a Ford vai embora, quando a Toyota vai embora do Brasil?”, disse.

Lula citou o emprego como ponto central da recuperação econômica do país. “Vamos ter que transformar essa questão da geração de empregos numa obsessão para nós”, discursou. Também prometeu reajustar o salário mínimo anualmente com base na variação do PIB (além da inflação) e mudar a legislação para permitir que os sindicatos possam ter outras formas de financiamento pelos trabalhadores – mas rejeitou a volta do imposto sindical obrigatório.

No evento, havia representantes de nove centrais sindicais, incluindo as duas maiores, CUT e Força Sindical. Elas apresentaram uma pauta de reivindicações única ao ex-presidente, que agradeceu e disse que o documento era “quase um programa de governo”.

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