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Fimose na infância: mensagem aos pais

Os pais ou responsáveis pela criança devem ser informados sobre as vantagens e desvantagens da cirurgia de fimose e participar de qualquer decisão

Por Miguel Srougi Atualizado em 15 fev 2017, 21h09 - Publicado em 14 fev 2017, 12h00

Entende-se por fimose a impossibilidade de retrair a pele (prepúcio) que recobre a cabeça do pênis (glande). Todos os meninos recém-nascimentos apresentam fimose, mas com o passar do tempo o prepúcio torna-se retrátil e a glande pode ser exposta facilmente. Aos três anos, cerca de 10% das crianças ainda apresentam fimose e esta taxa cai para 1% na adolescência.

Alguns especialistas recomendam cirurgia rotineira de fimose na infância, argumentando, corretamente, que essa intervenção reduz os riscos de infecção urinária nesse período e de doenças venéreas, incluindo aids, na adolescência e idade adulta.

Médicos contrários à ideia afirmam, também corretamente, que educação sobre higiene local é suficiente para evitar irritações do prepúcio. Consideram ainda que cirurgias sempre carregam riscos de complicações, raras, mas possíveis, e que fimose quase sempre se resolve espontaneamente.

Como, então, orientar pais ou cuidadores zelosos?

Certamente, devem ser informados sobre as vantagens e desvantagens da cirurgia e participar de qualquer decisão. Em alguns casos a intervenção é solicitada por motivos religiosos, culturais ou pessoais e deve ser executada. Caso contrário, acho que é razoável instruir a mãe para realizar uma tração suave da pele que recobre o pênis no banho diário. Se a glande não pode ser exposta, a aplicação local de creme de cortisona ajuda a contornar essa situação.

Nas crianças com histórico de infecção urinária, de irritação repetida do prepúcio ou com formação de um anel rígido de pele que impede a retração e visualização da extremidade da glande, a correção cirúrgica da fimose deve ser cogitada.

 

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