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Como criar uma medicina de qualidade mais acessível aos brasileiros

Iniciativas e novos modelos de saúde podem ser estratégicos para promoção de mais acesso a cuidados médicos e recursos de ponta

Por Emerson Gasparetto*
Atualizado em 10 Maio 2024, 08h19 - Publicado em 27 out 2023, 08h28

Saúde é um direito garantido pela Constituição Federal. Isso significa que todos os brasileiros devem ter acesso a tratamentos adequados, além de cuidados assistenciais e atenção integral. Mas, em um país com dimensões continentais como o nosso, essas prerrogativas enfrentam diversos desafios.

O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assegura acesso universal e gratuito a serviços de saúde. Em tese, o nosso sistema encontra-se diante de um obstáculo em termos quantitativos, já que uma grande porcentagem da população depende exclusivamente da cobertura do sistema público para acessar serviços médicos – sistema cada vez mais sobrecarregado.

E, quando analisamos pelo viés financeiro, os entraves ficam ainda maiores. Dados do IBGE entre 2020 e 2021 mostram que houve uma queda na renda das famílias que afetou todas as classes sociais. Por essa perspectiva, o acesso à saúde privada torna-se cada vez mais difícil. A parcela de brasileiros que conta com o serviço particular utiliza o plano empresarial coletivo e essa conta é bastante onerosa.

A Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) aponta que os gastos das empresas brasileiras com planos médicos como benefício para os colaboradores estão entre os mais altos, ficando atrás apenas dos salários. E, nos baseando pelo histórico de reajustes, o preço da saúde corporativa tende a crescer anualmente influenciado pela utilização do benefício pelos usuários, muitas vezes com desperdícios de recursos, como a realização de exames em duplicidade.

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O entendimento dessas questões se torna indispensável para levantarmos – e endereçarmos – uma discussão necessária sobre a forma de pensar e praticar a saúde no Brasil. Para enfrentar essas barreiras, é necessário adotar medidas abrangentes e descentralizadoras que revertam esse modelo que tem o histórico de tratar da doença e atribuir a resolução das urgências quando já estão avançadas. Esse processo é caro, já que muitas vezes demanda a solicitação de mais exames, consultas e internações.

Sob essa ótica, mudanças implicam até a lógica de remuneração. É necessário priorizar a prevenção para termos um sistema de saúde mais eficiente e, consequentemente, mais acessível economicamente, garantindo a efetividade e sustentabilidade de um modelo mais inclusivo e abrangente. A sustentabilidade é possível quando todos os players do segmento se unem para reduzir custos e, assim, aumentar a eficiência e o desfecho clínico. Essa evolução envolve uma transformação cultural, operacional e financeira.

Nesse cenário, novas alternativas funcionam como apoio ao SUS e um auxílio extra para a saúde privada. Dentro de uma estratégia maior, é válida a reflexão daquilo que mitiga alguns desafios no país, como oportunidades de acesso particular com descontos e o reforço da conscientização e a educação em saúde, que são fundamentais para promover comportamentos saudáveis, prevenir doenças e aumentar a qualidade de vida.

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Isso pode levar a uma redução nos custos, tanto para o indivíduo quanto para o sistema médico como um todo. Uma abordagem preventiva, preditiva e personalizada, assim como o cuidado integrado, contribui na jornada da saúde e estimula uma sociedade mais saudável.

* Emerson Gasparetto é diretor-geral de Negócios Hospitalares e Oncologia da Dasa

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