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Câncer de pele: divirta-se neste verão, mas seja esperto!

Tumor mais comum no Brasil pode se desenvolver em qualquer pessoa; atenção deve ser redobrada em quem tem histórico familiar

Por Antonio Carlos Buzaid e Jéssica Ribeiro Gomes*
Atualizado em 18 jan 2024, 09h22 - Publicado em 18 jan 2024, 08h00

Você sabia que o câncer de pele é o tumor mais comum no Brasil? É isso mesmo: ele responde por um terço dos tumores malignos no país, sendo mais frequente do que o câncer de mama. Por isso precisamos lhe dar a devida atenção. O principal vilão é a exposição solar excessiva. Isso porque a radiação ultravioleta, presente nos raios solares, danifica as células da pele e, com isso, pode induzir o surgimento de um tumor. Esse dano é cumulativo e ocorre tanto com as exposições crônicas e diárias ao sol, quanto com as intermitentes e recreacionais, especialmente na infância e adolescência.

Mas nem todo câncer de pele é igual. Os mais comuns, chamados de carcinoma basocelular e espinocelular, costumam acometer uma região localizada do corpo, em geral áreas mais expostas ao sol. Se negligenciados, podem causar grandes danos e até deformidades. Já o melanoma é um tipo de câncer de pele menos comum, porém mais grave, com possibilidade de se disseminar para outros órgãos se não tratado precocemente.

E não se engane, todo mundo tem risco de desenvolver um câncer de pele e precisa se prevenir! Esse risco é ainda maior para algumas pessoas, como aquelas com pele e olhos claros, muitas pintas pelo corpo, queimaduras solares durante a vida, histórico de câncer de pele na família e também aquelas com imunidade suprimida. Nesses casos, a atenção deve ser redobrada.

Como, então, podemos nos prevenir contra o câncer de pele? A principal forma de prevenção é reduzir a exposição à radiação ultravioleta do sol, desde a infância. A proteção deve ser feita diariamente ao longo de todo o ano, independente da estação e das atividades do dia. Para isso devemos:

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  • Utilizar todos os dias um protetor solar com fator de proteção (FPS) de pelo menos 30, com ação contra raios UVA e UVB. Eles podem ser usados por crianças a partir dos 6 meses
  • Pessoas com pele clara devem usar protetor com FPS acima de 50 e aplicar duas camadas para garantir melhor proteção. Ademais, o protetor deve ser aplicado pelo menos 15 minutos antes de sair de casa, com reaplicações em geral a cada duas horas, sobretudo se estiver sob o sol ou logo após nadar ou suar
  • Cobrir áreas do corpo expostas ao sol com roupas apropriadas, como camisa de manga comprida, chapéus (preferencialmente de abas largas) e óculos escuros com proteção UV
  • Minimizar a exposição ao sol e procurar lugares com sombra, em especial nos horários de pico (das 9h às 16h), mesmo em dias nublados
  • Evitar bronzeamentos naturais e queimaduras solares, bem como nunca realizar bronzeamentos artificiais (procedimento carcinogênico e proibido no Brasil)
  • Manter acompanhamento regular com um dermatologista para check-up da pele. Isto é especialmente importante para pessoas de pele clara e com muitas pintas

Em suma, o câncer de pele é o tumor maligno mais comum no país, mas sua prevenção pode ser feita adotando medidas simples no dia a dia, incluindo o uso de protetores solares e de roupas apropriadas, além da redução da exposição ao sol desde a infância. Lembre-se de que, nesse combate, é nosso papel educar as crianças e protegê-las desde cedo contra os malefícios futuros da radiação ultravioleta. Divirta-se neste verão, mas seja esperto!

*Antonio Carlos Buzaid é diretor médico geral do Centro de Oncologia da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e fundador do Instituto Vencer o Câncer

*Jéssica Ribeiro Gomes é médica oncologista Clínica da Rede Meridional (ES)

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