Clique e Assine a partir de R$ 19,90/mês
José Casado Por José Casado Informação e análise

Na recepção a Lula, Macron mostrou a divisão no Itamaraty

Para diplomatas estrangeiros, dificilmente um adversário político de Bolsonaro seria recebido na França, Espanha e Alemanha sem consulta prévia a Brasília

Por José Casado Atualizado em 26 nov 2021, 11h59 - Publicado em 26 nov 2021, 08h30

Jair Bolsonaro não gostou de ver Emmanuel Macron, presidente da França, recebendo o adversário Lula com cerimonial reservado a chefes de Estado, dias atrás, em Paris.

Bolsonaro já insultou Macron e família. A recepção a Lula foi uma resposta ferina e polida do francês. Acertou no alvo, indica a reação do brasileiro.

Para diplomatas estrangeiros, o gesto de Macron, coordenado com o presidente da Espanha Pedro Sánchez e o novo chanceler da Alemanha Olaf Schulz, mostrou que persiste uma clara divisão na diplomacia de Bolsonaro.

Isso porque dificilmente os governos da França, Espanha e Alemanha receberiam um dos principais adversários políticos do presidente brasileiro, numa temporada pré-eleitoral, sem consulta prévia — mesmo informal — à chancelaria em Brasília.

A ambiguidade às vezes é a força vital da diplomacia, ensinou Henry Kissinger, ex-secretário de Estado americano.

Continua após a publicidade

Publicidade