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Jorge Pontes Jorge Pontes foi delegado da Polícia Federal e é formado pela FBI National Academy. Foi membro eleito do Comitê Executivo da Interpol em Lyon, França, e é co-autor do livro Crime.Gov - Quando Corrupção e Governo se Misturam.

Bolsonaro é a bola da vez

Quem tudo quer, tudo perde...

Por Jorge Pontes Atualizado em 22 dez 2021, 13h39 - Publicado em 22 dez 2021, 12h50

O melhor dos mundos para o eleitorado bolsonarista em 2022 seria eleger Bolsonaro e derrotar Lula, com um único ato de apertar a tecla da urna eletrônica.

Mas isso não será possível, pois essas eleições de 2022 serão bem diferentes do pleito de 2018.

Na realidade, a situação é exatamente o oposto: para derrotar Lula o eleitor de centro-direita deverá necessariamente abandonar de vez o voto em Bolsonaro.

Em outras palavras, quem quiser derrotar Lula não poderá mais insistir com Bolsonaro, sob pena de estar dando um tiro no pé. Se Bolsonaro chegar ao 2º turno, Lula estará irremediavelmente eleito.

Em toda eleição há a “bola da vez”. E a “bola da vez” de agora é o capitão.

Jair Bolsonaro é o nome a ser derrotado, e representa hoje exatamente o mesmo que o PT representava em 2018. Trata-se do “Judas” eleito pelo Zeitgeist.

A única chance de Lula não vencer essas eleições será se o eleitorado levar a 3ª via para o 2º turno.

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