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‘Beanie Bubble’: a história real do filme que retrata febre americana

Diretores do longa disponível na Apple TV+ falaram a VEJA sobre a produção inspirada em bichinhos de pelúcia que viraram investimento nos Estados Unidos

Por Amanda Capuano Atualizado em 13 Maio 2024, 23h02 - Publicado em 3 ago 2023, 15h53

Em meados dos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma febre peculiar: os fofíssimos Beanie Babies, pequenos bichinhos de pelúcia com edição limitada, ganharam status de itens colecionáveis, atingindo preços exorbitantes. Com o sucesso, Ty Warner, o dono da empresa, foi vertido em bilionário, enquanto seus brinquedos se tornaram um almejado e peculiar tipo de investimento. A história ganhou as telas recentemente em The Beanie Bubble: O fenômeno das pelúcias, disponível na Apple TV+.

Inspirado no livro The Great Beanie Baby Bubble, de Zac Bissonnette, o filme retrata a ascensão e queda do império de Warner através da história de três mulheres fundamentais no sucesso da empresa e que acabaram escanteadas. A produção, no entanto, não se propõe a ser 100% fiel aos fatos. Logo no início do filme, uma mensagem alerta: “Existem partes da realidade que você simplesmente não consegue inventar. O resto, nós criamos”.

Em entrevista à VEJA, os diretores do longa, o casal Kristin Gore e Damien Kulash, explicaram que o livro serviu de base para a criação de uma espécie de fábula da realidade. “É aquela história universal que tantas pessoas viveram e que vemos todas as mulheres passarem”, conta Kulash. “A pessoa que construiu o site da Thai Inc, por exemplo, realmente era uma imigrante de segunda geração do sudeste asiático que trabalhava lá como estagiária. Mas os nomes são diferentes, muitas das histórias pessoais são diferentes e há personagens compostos”, complementa. 

No filme, Ty é cercado constantemente por três mulheres excepcionais: Robbie (Elizabeth Banks), que funda a empresa com Robbie quando os dois ainda estavam em uma relacionamento; Sheila (Sarah Snook), uma mulher doce e mãe de duas garotas que se apaixona por Ty e cuja filha cria o design de algumas das pelúcias mais famosas da marca; e Maya (Geraldine Viswanathan), uma estagiária brilhante que cria o primeiro site da empresa e impulsiona o sucesso dos brinquedos na internet em um período em que a rede ainda dava os primeiros passos.

Na vida real, as personagens foram inspiradas, respectivamente, em: Patricia Roche, parceira de negócios de Ty que ajudou a Ty Inc. a decolar; Faith McGowan, uma mãe solo de duas filhas que teve um relacionamento com Ty durante o auge dos brinquedos; e Lina Trivedi, uma estudante universitária que trabalhava como estagiária e foi a grande responsável pela febre dos brinquedos ao lançá-los na internet. “Elas são o exemplo de algo que acontece repetidamente no mundo. Temos esse mito do gênio masculino solitário que cria algo do zero, tudo é ideia dele, ele faz todo o trabalho e recebe todo o crédito e dinheiro mas, na realidade, há muito mais por trás disso, e geralmente há pessoas incrivelmente valiosas envolvidas e que não são reconhecidas”, explica Kristin.

Para além da narrativa das mulheres, que toma algumas liberdades poéticas, como um pedido de casamento que nunca aconteceu, o filme tem algumas passagens tiradas diretamente da realidade. No início do longa, por exemplo, um caminhão carregado até o topo de beanie babies tomba na estrada e atrai uma multidão de colecionadores fanáticos que lutam com todas as forças para ficar com as pelúcias. O tombamento do caminhão aconteceu de verdade, e cerca de seis ou sete pessoas se digladiaram pela carga preciosa no meio da estrada.

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