Aliado de Luiz Inácio da Silva nas duas vezes em que foi prefeito do Rio, desta vez, em sua terceira gestão à frente da cidade, Eduardo Paes (PSD) está praticamente fechado com Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência.
A única hipótese de Paes alterar o rumo da prosa que já estabeleceu com o pedetista seria Lula desistir do apoio a Marcelo Freixo (PSB) e abraçar a candidatura de Felipe Santa Cruz (ex-presidente da OAB) ao Palácio Guanabara.
A chance de isso acontecer, contudo, na visão do prefeito é remota, pois Lula, na última conversa entre os dois, mostrou-se irredutível no apoio a Freixo.
“Foi o Lula quem não me quis”, aponta Eduardo Paes, cuja articulação estadual não inclui — “de maneira alguma” — a possibilidade de se juntar ao governador Claudio Castro, apoiado pelo campo liderado pelo presidente Jair Bolsonaro.
“Como não vou de Lula nem de Bolsonaro, a tendência é ficar com Ciro”, afirma o prefeito, que já foi entusiasta (mais que isso, avalista) da filiação do gaúcho Eduardo Leite ao PSD para concorrer à Presidência.
Na próxima quinta-feira, 7, Eduardo Paes terá uma conversa com Carlos Lupi, presidente do PDT, para avançar nos ajustes.






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