Na teoria das fotos e poses, os Poderes Legislativo e Judiciário exercitaram nos últimos dias a harmonia exigida pela Constituição. Na prática, porém, a história é outra. Nas conversas desta semana faltou a participação do Executivo. O ministro da Defesa dialoga com os chefes do Supremo Tribunal Federal e do Congresso, mas ele não representa a Presidência. Muito menos as Forças Armadas são um Poder constituído.
Mau sinal quando se pretende que o general substitua o presidente nas cenas de entendimento. Não é bom que a ausência do Executivo signifique recusa ao diálogo direto, tenha partido de uma parte ou de outra.
Uma falta de respeito que se materializa em ações concretas. Da parte do Judiciário quando extrapola os limites dos autos e faz política dando margem a suspeições sobre a função do julgador, e da parte do Legislativo quando ignora as decisões judiciais.
Dois exemplos: a indiferença à ordem de prestação de informações sobre o Orçamento secreto e a omissão às repetidas violações à lei e ao decoro cometidas pelo deputado Daniel Silveira.
Harmonia é prática sem a qual a foto não passa de cenografia.






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