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Clarissa Oliveira

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A mais nova bravata de Jair Bolsonaro contra a TV Globo

Retórica do presidente sobre renovação da concessão da emissora há tempos não encontra ressonância nem mesmo dentro do seu governo

Por Clarissa Oliveira 14 fev 2022, 14h02

O presidente Jair Bolsonaro sabe que precisa manter sua base mais fiel contente nas redes sociais. Assim, de tempos em tempos, ele resgata a ameaça de não renovar a concessão da TV Globo. Algo parecido com o que faz frequentemente com o Supremo Tribunal Federal (STF). Quando precisa sacudir a plateia, Bolsonaro solta uma provocação numa entrevista, live ou discurso.

Além de não dispor da prerrogativa de decidir sobre a renovação da concessão da emissora – esta é uma função do Congresso Nacional, como mostrou mais cedo o repórter Victor Irajá – o fato é que há tempos o discurso de Bolsonaro sobre a TV Globo não encontra ressonância nem mesmo em seu próprio governo.

Na época em que a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) encontrava-se nas mãos de Fábio Wajngarten, expoente da ala ideológica do bolsonarismo, ouvia-se com frequência nos bastidores do Palácio do Planalto algum assessor levantando a teoria de que o governo “daria o troco” na distribuição de verbas de publicidade. Falava-se em “mídia aliada” e em “nova comunicação”. Aos poucos, virou tudo conversa para boi dormir.

Quando a área passou a ser subordinada a Fábio Faria, ministro das Comunicações, um ponto defendido exaustivamente nas reuniões internas e fora dali foi a valorização da “mídia tradicional” como parte de uma estratégia eficiente de comunicação governamental. Faria trabalhou ativamente para esclarecer, dentro do próprio governo, a necessidade de mudar o olhar do Planalto. Algo que ficou evidente na entrevista concedida por ele no ano passado ao Amarelas On Air.

E os números são prova disso. Recentemente, VEJA apontou também que a Globo voltou no ano passado a ser número um na propaganda oficial do governo. As emissoras do grupo ficaram na primeira colocação na liberação de verbas publicitárias, com R$ 65 bilhões. À frente da Record, que liderava no ano anterior e que desta vez obteve R$ 53,9 milhões em repasses. Assim, restou apenas a retórica de Bolsonaro. E da turma que adora reproduzir a hashtag #globolixo nas redes sociais.

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Saiba mais: Por que Bolsonaro não pode cancelar a concessão da Globo

Reveja a entrevista de Fábio Faria ao Amarelas On Air

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