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Augusto Nunes Por Coluna Com palavras e imagens, esta página tenta apressar a chegada do futuro que o Brasil espera deitado em berço esplêndido. E lembrar aos sem-memória o que não pode ser esquecido. Este conteúdo é exclusivo para assinantes.

Se incluísse as mulheres nomeadas por Lula e Dilma, o clube do bolinha ficaria com cara de clube dos cafajestes

O vídeo prova que três craques do time feminino foram escaladas porque dormiam tarde

Por Branca Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 22h34 - Publicado em 7 jun 2016, 10h00

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Dilma Rousseff informou neste fim de semana que continua inconformada com a ausência de ministras no primeiro escalão de Michel Temer. “Parece um clube do bolinha”, comparou. Ficaria parecido com um clube dos cafajestes se tivesse incluído algumas mulheres que, nos últimos 13 anos, ajudaram a piorar o Brasil homiziadas em gabinetes ministeriais. A própria Dilma foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil antes de ser instalada por Lula no gabinete presidencial ─ e transformar-se na mais bisonha governante de todos os tempos.

“Nós, mulheres, nos sentimos menos seguras, menos garantidas quando o governo não é capaz de ter em seu primeiro escalão uma representação da maioria da população”, recitou neste domingo a alma penada que assombra o Palácio da Alvorada. Nenhuma brasileira com a cabeça no lugar se sentiria mais segura com a presença no primeiro escalão de certas mulheres nomeadas por Lula e por Dilma. Nem se sentiu representada por figuras que contribuíram notavelmente para a redução da taxa de competência e para o aumento do índice de criminalidade do governo.

Permanecem obscuros os critérios que orientaram a escolha de companheiras como Benedita da Silva, Matilde Ribeiro, Iriny Lopes, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann ou Miriam Belchior. Talvez tenham chegado lá simplesmente porque são, como os homens, incapazes capazes de tudo. Mas pelo menos três craques do time feminino, como prova o vídeo gravado em 2010, chamaram a atenção do técnico Lula também porque dormiam tarde. Confira a reprodução literal do palavrório de 47 segundos:

“No Ministério de Minas e Energia, a Dilma montou uma… um conjunto de pessoas, era ela, a Erenice e era a Graça, que hoje é presidente … da política de gais, da diretoria de gais da Petrobrais. (Alguém sopra que Graça Foster está na plateia). Taí? Taqui a Graça, nossa grande companhera Graça. Num vou falá nada procê não chorá, Graça. Mas essa… essas três mulheres… essas três mulheres, às vezes eu chegava nove hora no Palácio do Planalto, convidava a Dilma pruma reunião e recebia a notícia: ‘Presidente, a Dilma tá dormindo porque elas saíram às quatro e meia da manhã, cinco e meia da manhã’”.

Em novembro de 2010, Erenice Guerra teve de cair fora da chefia da Casa Civil, que assumira no começo do ano, depois que a polícia descobriu que a melhor amiga de Dilma também chefiava uma quadrilha de larápios especializados em tráfico de influência. Em fevereiro de 2015, Graça Foster teve de cair fora da presidência da Petrobras, que assumira em 2012, depois da descoberta do maior esquema de corrupção da história. Se nem desconfiou do Petrolão, é uma inepta juramentada. Se soube de tudo, é cúmplice da bandidagem.

Como as duas parceiras, Dilma perdeu o emprego por justíssima causa. Como a melhor amiga, a presidente sem presidência é um prontuário em construção. Delcídio do Amaral provou que Erenice tungou propinas milionárias das empresas responsáveis pelas obras da hidrelétrica de Belo Monte. Na semana passada, Dilma foi devolvida às manchetes político-policiais por Marcelo Odebrecht, que confirmou o relevante papel desempenhado na roubalheira do Petrolão pela figura tão honesta quanto Lula, aquele que enxerga sumidades em mulheres que gostam de prosear durante a madrugada (e matar o turno da manhã).

Nunca se soube o que Dilma, Erenice e Graça andaram conversando naquelas noitadas. O que hoje se sabe é que, se a trinca dormisse mais cedo, o Brasil seria poupado do sumiço de alguns bilhões de reais.

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