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O recado do papa aos corruptos da terra e a pesquisa que consumou a capitulação dos fabricantes de recordes de popularidade

ATUALIZADO ÀS 12:18 Nesta quinta-feira, durante a visita à Favela da Varginha, o papa Francisco disse o seguinte: “Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar […]

Por Augusto Nunes
Atualizado em 31 jul 2020, 05h44 - Publicado em 26 jul 2013, 13h18

ATUALIZADO ÀS 12:18

Nesta quinta-feira, durante a visita à Favela da Varginha, o papa Francisco disse o seguinte:

“Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. (…) Não deixem que se apague a esperança”.

Embora o recado não tenha mencionado expressamente políticos ou partidos, todo mundo deduziu que o papa resolvera cutucar o governo do PT e seus parceiros. Faz sentido. Depois da condenação dos quadrilheiros do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, e sobretudo depois das manifestações de protesto que implodiram a farsa do Brasil Maravilha, ficou claro, aos olhos de quem consegue enxergar um palmo adiante do nariz, que a corrupção impune anda de mãos dadas com a seita lulopetista.

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Lula vive dizendo que isso é preconceito. Não deixa de ter razão. O Brasil decente  sempre foi preconceituoso com assaltantes de cofres públicos, empresários liberados para transformar canteiros de obras em plantações de maracutaias, gatunos com imunidade parlamentar e outras vertentes da grande família dos corruptos. Neste inverno, os atos de protesto atestaram que a população do país que presta é muito maior do que imaginavam os embusteiros no poder.

E não para de crescer, vão admitindo, um a um, os institutos de pesquisas que, se não tivessem colidido com a revolta da rua, já estariam atribuindo a Dilma Rousseff 100% de popularidade (ou 103%, se a margem de erro oscilasse para cima). Há poucas horas, consumou-se a capitulação do Ibope. A presidente fantasiada de colecionadora de recordes agora patina nos arredores dos 30% historicamente reservados a qualquer poste do PT.

Desde que foi cooptado pelos fundadores da Era da Mediocridade, o Ibope confinou em índices inferiores a 8% os brasileiros que acham ruim ou péssimo o desempenho do governo federal. Subitamente, a taxa de descontentamento decolou em direção à estratosfera. Acaba de bater em 31% — e continuará subindo. E a aprovação segue despencando rumo a temperaturas siberianas.

Se apenas tivessem fulminado a desfaçatez dos fabricantes de porcentagens, as manifestações de protesto iniciadas em 6 de junho já teriam valido a pena. Mas as mudanças ocorridas em poucas semanas foram muito além do comércio de estatísticas. A discurseira dos políticos ficou alguns séculos mais velha. Os truques dos mágicos de picadeiro deixaram de funcionar. As comemorações dos dez anos de governo petista lembram festinhas no asilo.

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Os destinatários do recado do papa se esforçam para acreditar que, configurado o naufrágio de Dilma, bastará lançar a candidatura de Lula para que a festa siga seu curso. Logo saberão que lidam com um país que mudou. Que ainda não deixou claro o que quer, mas já sabe o que não quer. E não aceita mais ser tapeado.

As multidões inconformadas com o elogio do cinismo sabem que foi o ex-presidente quem instalou no Planalto o que até recentemente qualificava de “um poste que ilumina o Brasil”.  Se tentar um terceiro mandato, terá de atravessar a campanha eleitoral explicando o inexplicável. E vai descobrir que cometeu um erro semelhante ao do amigo Paulo Maluf.

Dilma Rousseff é o Celso Pitta do Lula.

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