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Augusto Nunes

Por Coluna
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“Brincando de faz de conta” e outras notas de Carlos Brickmann

Cassado o Vampiro, quem cortaria as despesas? Foi preciso gastar muitos pixulecos para manter vivo o Cortador Geral das Despesas da República

Por Augusto Nunes Atualizado em 30 jul 2020, 20h38 - Publicado em 17 dez 2017, 06h57

Publicado na Coluna de Carlos Brickmann

Economistas de primeiro time, empresários influentes e políticos de importância chegaram à mesma conclusão: o Governo brasileiro precisa cortar as despesas. Como não disse PC Farias (e só não disse porque já tinha morrido), Madama estava gastando demais, até saindo da legalidade.

Para que se inaugurasse uma nova era de contas saudáveis, Madama caiu. O novo Governo que assumiu já fez de conta que não é o antigo, embora o elenco pouco tivesse mudado. Eles, os novos, cortariam despesas.

Mas, para cortar, era preciso cuidar dos amigos da casa. As despesas subiram uns R$ 50 bilhões. Houve o encontro com Joesley nos porões do Jaburu. Tentaram cassar o Vampiro por sugar a vaca leiteira. Mas, cassado o Vampiro, quem cortaria as despesas? Foi preciso gastar muitos pixulecos para manter vivo o Cortador Geral das Despesas da República. Mas atrair os votos essenciais para aprovar a Reforma previdenciária, mãe dos cortes de despesas, também teria seu custo. Num rápido balanço, foram cinco pagamentos e a Mãe dos Cortes não foi tocada. Mexer nesse vespeiro sai caro: não são só outros 500, mas cargos, áreas de influência, proteção contra juízes de primeira instância. Foi preciso até agradar Luislinda, que se achava escravizada por ganhar só trinta e poucos mil por mês. O PSDB saiu do Governo; ela preferiu sair do PSDB e ficar no bem-bom, recebendo. Claro, a solução é cortar despesas. Mas cortá-las custa caro.

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Uma coisa e outra coisa

Quem trata política e finanças como coisas paralelas, afins, uma influenciando a outra, não entende nem de política nem de finanças.

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Dirceu, tem pena

José Dirceu é o novo insuflador-geral do PT: está convocando petistas para lotar Porto Alegre em 24 de fevereiro, dia do julgamento pelo Tribunal Regional Federal do recurso de Lula contra a pena de nove anos e seis meses que lhe foi imposta pelo juiz Sérgio Moro. “A hora é de ação, não de palavras. De transformar a fúria, a revolta, a indignação e mesmo o ódio em energia, para a luta e o combate. Todos a Porto Alegre no dia 24, o dia da revolta (…)” Dirceu, que aguarda em liberdade o julgamento de seu recurso contra a pena de 30 anos e 9 meses por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, talvez corra risco de punição. Mas este é seu estilo: no governo Covas, em São Paulo, grupos de professores em greve bloquearam a entrada da Secretaria da Educação. Covas, sem segurança, já com o câncer que o mataria, foi agredido pelos, digamos, educadores. Dirceu deu apoio aos agressores, dizendo que era preciso surrar os adversários nas ruas e nas urnas. Errou: Fernando Henrique bateu Lula em duas eleições seguidas, no primeiro turno.

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General punido

Demorou, mas o comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, puniram o general Antônio Hamilton Mourão, transferindo-o da Secretaria de Economia e Finanças para o posto de adido na Secretaria Geral do Exército. Na última quinta, o general Mourão acusou o Governo Michel Temer de “equilibrar-se num balcão de negócios”. As Forças Armadas são organizadas com base na hierarquia e na disciplina, e seu comandante-chefe é o presidente da República. O presidente fala pela Força; seus subordinados devem calar-se.

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Mourão já havia dado opiniões há algumas semanas, mas o general Villas Boas preferiu deixar pra lá. Agora sua paciência se esgotou.

 

Olhando o futuro

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Nos tempos do Império Romano, era atribuído aos poetas (“vates”) o “poder divinatório”, a capacidade concedida pelos deuses de prever o futuro. Daí vêm as palavras “vaticínio” e “adivinhar”.

Pois bem: no Carnaval de 1949, Tancredo Silva, José Alcides e Sátiro de Melo fizeram seu vaticínio musical, gravado por Blecaute. Acompanhe a letra, caro leitor, quase 70 anos depois: “Chegou o general da banda, e ê/ chegou o general da banda, e á/ Mourão, mourão, vara madura que não cai/ Mourão, mourão, mourão, catuca por baixo que ele vai”.

 

Cinco letras que choram

Boa parte da família Odebrecht está de saída. Emílio, pai de Marcelo, se afasta do comando da empresa, e determina que, de agora em diante, o poder na Odebrecht seja entregue a executivos profissionais, de mercado. Sua esposa fica com ele no Brasil. Marcelo, o Príncipe dos Empreiteiros, deixa a prisão no dia 19: de agora em diante, cumpre pena em casa, com tornozeleira eletrônica, em companhia da esposa. Filhos e cônjuges de Marcelo Odebrecht, com toda a família, mudam-se para Frankfurt, na região. Os estudantes já estão matriculados em boas escolas de Frankfurt. Saem por livre e espontânea vontade: não aguentam mais o clima de hostilidade que enfrentam no Brasil.

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