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Verões extremamente quentes estão se tornando rotina no Hemisfério Norte, diz Nasa

Análise de dados de temperatura desde 1951 mostra que termômetros têm marcado índices elevados de temperatura nos últimos anos

Uma nova análise estatística feita por cientistas da Nasa (agência espacial americana) revelou que áreas continentais da Terra tornaram-se mais propensas a passar por verões com altas temperaturas do que o estavam em meados do século 20. A pesquisa foi publicada na revista PNAS (Proceedings of National Academy of Sciences).

Verões quentes – Hansen e seus colegas analisaram a média de temperaturas de verão desde 1951. A temperatura média da estação em cada ano foi dividida entre “quente”, “muito quente” e “extremamente quente”.

Segundo os pesquisadores, os verões “extremamente quentes” estão se tornando uma rotina no Hemisfério Norte — eles não analisaram dados do Hemisfério Sul. Entre 1951 e 1980, menos de 1% da área terrestre enfrentou temperaturas tão altas. Mas, desde 2006, cerca de 10% da área continental em todo o Hemisfério Norte tem experimentado estas temperaturas a cada verão. No vídeo abaixo é possível ver a elevação da temperatuta da Terra nos últimos anos. Em marrom estão as temperaturas extremamente quentes, em vermelho as muito quentes, e em amarelo, as quentes. Já as cores claras (branco e azul) indicam temperaturas frias.

No estudo, os pesquisadores empregam uma curva (veja vídeo abaixo) para mostrar como a área terrestre com temperaturas altas tem crescido a cada verão. No centro, está o ponto zero, em branco. À direita, em vermelho, estão as temperaturas mais elevadas e à esquerda, em azul, as mais baixas. Neste gráfico é possível ver como, ao longo do tempo, os termômetros têm registrado verões extremamente quentes em áreas cada vez mais extensas.

Aquecimento global – De acordo com o autor James Hansen, do GISS (Instituto Goddard para Estudos Espaciais, na sigla em inglês), da Nasa, as estatísticas mostram que as temperaturas extremamente altas nos verões que têm ocorrido recentemente são consequência do aquecimento global.

“Tais anomalias (temperaturas consideradas extremamente altas) não eram frequentes no clima antes do aquecimento dos últimos 30 anos”, disse Hansen. “As estatísticas, com um alto grau de confiança, não traria tal anomalia na ausência do aquecimento global”, aponta Hansen.

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