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Tigre compartilha 95,6% de seu genoma com o gato

O estudo, primeiro a sequenciar o genoma dos grandes felinos, pode contribuir com a preservação de espécies ameaçadas

Por Da Redação - Atualizado em 6 maio 2016, 16h17 - Publicado em 18 set 2013, 12h40

O tigre, maior felino do mundo, compartilha 95,6% de seu genoma com o gato doméstico, do qual se diferenciou há aproximadamente 10,8 milhões de anos. É o que mostra um estudo liderado por Yun Sung Cho, da Fundação de Pesquisa do Genoma de Suwon, na Coreia do Sul, que traçou pela primeira vez a sequência genética dos grandes felinos do planeta.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: The tiger genome and comparative analysis with lion and snow leopard genomes

Onde foi divulgada: periódico Nature Communications

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Quem fez: Yun Sung Cho, Li Hu, Haolong Hou, Hang Lee, Jiaohui Xu, Soowhan Kwon, Sukhun Oh, Hak-Min Kim, Sungwoong Jho, Sangsoo Kim, Young-Ah Shin, Byung Chul Kim, Junsu Ko, Chang-Bae Kim, Sangtae Kim, Jong Bhak e outros

Instituição: Fundação de Pesquisa do Genoma, Coreia do Sul, e outras

Resultado: O tigre-siberiano compartilha 95,6% de seu genoma com o gato doméstico, do qual se diferenciou há aproximadamente 10,8 milhões de anos.

Os especialistas compararam o genoma do tigre-siberiano, sequenciado a partir de um macho de nove anos e meio do zoológico de Everland, na Coreia do Sul, com os do tigre-de-bengala branco, do leão africano, do leão branco e do leopardo-das-neves. Em seguida, contrastaram estes genomas com o do gato doméstico. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira, no periódico Nature Communications.

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Adaptações ao meio – O estudo mostrou que o genoma do tigre-siberiano tem similaridade de 95,6% com o do gato. Já a análise comparativa entre o tigre e os outros grandes felinos revelou características genéticas que podem ser responsáveis pela adaptação desses animais à dieta carnívora e ao desenvolvimento da força muscular necessária para caçar suas presas.

Os autores descobriram também genes no leopardo-das-neves relacionados com a adaptação à vida em altitude, onde há pouco oxigênio. No leão branco, foi encontrada uma mutação responsável pela cor de sua pelagem.

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Espécie ameaçada – Até agora, o único felino que tinha o genoma sequenciado era o gato doméstico. Segundo os especialistas, o estudo vai ajudar também na conservação dessas espécies, permitindo, por exemplo, estudar a melhor maneira de trata-los nos zoológicos e centros de proteção. Calcula-se que atualmente existem entre 3.050 e 3.950 tigres em liberdade, sendo ele uma das espécies mais ameaçadas de extinção.

(Com agência Efe)

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