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Theresa May diz que Hawking tinha ‘coragem e humor’

A primeira-ministra do Reino Unido divulgou nota pela morte do cientista. O ator Eddie Redmayne também lamentou a perda

O mundo amanheceu nesta quarta-feira sem a genialidade do físico britânico Stephen Hawking, que morreu, aos 76 anos, durante esta madrugada, em Cambridge. A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, referiu-se a Hawking como um físico com uma “mente brilhante e extraordinária” e “um dos grandes cientistas da sua geração”. “Sua coragem, humor e determinação para aproveitar ao máximo a vida foi uma inspiração. Seu legado não será esquecido”, disse May, em uma nota oficial.

Já o ator Eddie Redmayne, que interpretou Hawking no filme “A Teoria de Tudo”, afirmou que o mundo perdeu a um “cientista surpreendente”, com “uma mente bonita”. “Perdemos uma mente realmente bonita, um cientista surpreendente e o homem mais divertido que eu tive o prazer de conhecer”, disse o ator, que no ano de 2014 ganhou um Oscar pela sua interpretação do físico. “Meu amor e meus pensamentos estão com essa extraordinária família”, acrescentou, em um comunicado.

O mundo científico do Reino Unido rende hoje tributo a Hawking, que vivia em Cambridge, onde estudou e lecionou. O físico Brian Cox, conhecido no Reino Unido por apresentar programas científicos, disse à emissora britânica “BBC” que Hawking foi “um dos grandes”. “Há físicos teóricos muito bons que fazem grandes contribuições, mas não há muitos grandes”, acrescentou Cox.

A Universidade de Cambridge destacou hoje que Hawking foi uma “inspiração para milhões” de pessoas e deixa ao mundo “um legado indelével”. Através de um comunicado, Stephen Toope, vice-reitor daquela instituição em que Hawking trabalhou, disse que o renomado professor foi um “indivíduo único”, que será recordado com “calor e afeto”, não apenas pela universidade, mas também em todo o mundo.

A agência espacial americana, NASA, também divulgou nota de pesar: “Suas teorias desbloquearam um universo de possibilidades que nós e o mundo estamos explorando. Pode continuar voando como Superman em microgravidade, como você disse aos astronautas no @Space Station em 2014”.

Hawking, uma das melhores mentes científicas do mundo, era membro de Gonville & Caius, um dos colégios da Universidade de Cambridge, que hoje abrirá um livro de condolências.

O brasileiro Andrew Parsons, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês), qualificou Hawking como “um homem extraordinário e pioneiro para todas as pessoas com incapacidade no mundo”. “Ele encarnava a habilidade da palavra mais que ninguém”, disse Parsons, que agradeceu ao físico a sua colaboração com o movimento paralímpico. “Estamos eternamente agradecidos pela sua participação nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012 e suas palavras na Cerimônia de Abertura foram verdadeiramente mágicas”, afirmou.