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Quantidade de plástico nos mares pode ser 2,5 vezes maior

Vento empurra pequenos pedaços de plástico para baixo da superfície d'água

Por Da Redação Atualizado em 6 Maio 2016, 16h38 - Publicado em 27 abr 2012, 11h17

A quantidade de lixo plástico nos oceanos pode ser maior do que se imaginava. Pesquisadores descobriram que pedaços minúsculos do material são empurrados para até cinco metros de profundidade. Muitos estudos calculam a quantidade desse lixo analisando apenas a superfície da água. A pesquisa realizada por duas universidades americanas (Delaware e Washington) foi publicada no periódico Geophysical Research Letters.

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PLÁSTICO NOS OCEANOS

O lixo plástico nos oceanos é uma preocupação por causa do impacto ambiental. Por exemplo, quando um peixe ingere o plástico, ele pode fazer mal ao fígado do animal. As partículas também servem de abrigo para bactérias e algas. Elas são transportadas junto com as partículas para outras regiões do oceano onde podem ser invasivas e causar problemas ao ambiente local.

Enquanto trabalhava em um barco de pesquisas no Oceano Pacífico, o oceanógrafo Giora Proskurowski percebeu algo estranho. A superfície da água estava tomada por pedacinhos de plástico parecidos com confete. Foi então que uma rajada de vento passou e as partículas desapareceram.

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Depois de colher amostras de água a cinco metros de profundidade, Proskurowski, pesquisador da Universidade de Washington, descobriu que o vento estava empurrando o plástico para baixo da superfície da água. “Isso quer dizer que décadas de pesquisa verificando a quantidade de lixo plástico no oceano podem, em alguns casos, ter subestimado significativamente a quantidade do material nas águas marítimas”, disse.

Pedaços de plástico encontrados no oceano são muito pequenos, a maioria mede milímetros

Proskurowski reuniu dados em uma expedição ao Atlântico Norte em 2010. A equipe de pesquisadores coletou amostras na superfície da água e em três níveis de profundidade diferentes até 30 metros. “Quase todas as amostras tinham plástico, independente da profundidade”, disse.

O estudo conduzido por Proskurowski e Tobias Kukulka, da Universidade do Delaware, afirma que os dados coletados na superfície da água subestima a quantidade de plástico em até 2,5 vezes. Se o vento for muito forte, esse fator pode chegar até 27 vezes. “Isso mostra que os dados atuais podem estar errados”, disse Giora.

A pesquisa sugere um novo modelo para que ambientalistas e cientistas calculem com mais precisão a quantidade de lixo plástico nas águas marítimas.

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