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Piracicaba vai usar mosquitos transgênicos no combate à dengue

Esses insetos produzem descendentes incapazes de chegar à idade adulta e transmitir a doença

A prefeitura de Piracicaba, no interior de São Paulo, anunciou nesta segunda-feira um projeto para combater a dengue. Mosquitos Aedes aegypti geneticamente modificados serão soltos na cidade, com objetivo de reduzir o número de insetos capazes de transmitir dengue e chikungunya.

A empresa britânica Oxitec é responsável pelos insetos alterados. Apenas machos são liberados no ambiente e, ao copularem com as fêmeas, produzem descendentes incapazes de chegar à idade adulta e, assim, transmitir a doença.

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A medida será implementada primeiro em uma área de 54 hectares, equivalente a mais de 65 campos de futebol, no bairro Cecap, que apresentou maior número de casos de dengue no início de 2015. No local, vivem cerca de 5 000 pessoas.

A primeira liberação do Aedes aegypti modificado está prevista para o mês de abril e a expectativa é que, depois de quatro a seis meses, a população do mosquito caia significativamente em relação a áreas não tratadas.

Bahia – Na Bahia, mosquitos Aedes aegypti modificados são produzidos pela empresa pública Moscamed, especializada na produção de insetos transgênicos para controle biológico de pragas. Em um projeto piloto em um bairro da cidade de Juazeiro, a redução do número de ovos do mosquito da dengue chegou a 93%.

(Da redação)