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Pesquisa liga calvície ao envelhecimento de células-tronco

Estudo liderado pela médica japonesa Emi Nishimura, da Universidade Médica e Odontológica de Tóquio, identifica pela primeira vez que o envelhecimento de células-tronco está relacionado diretamente à perda de cabelo

O envelhecimento de células-tronco pode ser a causa da perda de cabelo ao longo dos anos. Uma pesquisa liderada pela médica japonesa Emi Nishimura, da Universidade Médica e Odontológica de Tóquio, identificou pela primeira vez que o desgaste progressivo de células está relacionado diretamente à calvície. Publicado em 4 de fevereiro na revista Science, o estudo pode ajudar na criação de novos métodos contra a perda de cabelo.

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As células-tronco podem ser programadas e utilizadas para cumprir diversas funções no organismo, uma vez que são capazes de se transformar em outros tipos de célula. Elas também podem se replicar, gerando outras células idênticas. No entanto, as células-tronco do couro cabeludo tem um ciclo de vida diferente das demais espalhadas no corpo humano: após um longo período de produção de fios, elas envelhecem e não conseguem mais se renovar, fazendo com que os fios deixem de ser produzidos.

Os especialistas marcaram células-tronco do couro cabeludo com uma tinta especial para poder acompanhar seu crescimento e envelhecimento. Eles então verificaram que, ao envelhecer, as células-tronco perdem sua versatilidade e se transportam para a camada externa da pele. Lá, acabam produzindo queratina e, finalmente, se desfazem na superfície epitelial.

Causa – Para entender o motivo da “morte” das células-tronco que produzem os cabelos, Nishimura e sua equipe analisaram os ciclos de crescimento das células nos folículos capilares de camundongos. Os pesquisadores identificaram que o acúmulo de danos no DNA das células conforme envelhecem leva à destruição de uma proteína chamada Colágeno 17A1. Essa proteína é essencial para garantir que as células-tronco se renovem e, consequentemente, continuem produzindo fios de cabelo nos folículos capilares.

Ao replicarem o mesmo tipo de pesquisa em humanos, os especialistas identificaram que as amostras de pessoas com mais de 55 anos apresentavam baixos níveis de Colágeno 17A1. “Assumimos que os mecanismos e processos de envelhecimento, parecidos com os que vimos em camundongos, explicam a associação entre envelhecimento e a redução ou perda de cabelo”, explicou Nishimura.

(Da redação)