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Pela 1ª vez, abelhas se tornam espécies ameaçadas de extinção

Sete espécies das abelhas amarelas do Havaí são consideradas perigosamente ameaçadas pelo Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem

Por Da redação 3 out 2016, 20h15

Pela primeira vez, as abelhas entraram na lista de espécies ameaçadas de extinção dos Estados Unidos. Sete espécies da subfamília Hylaeus, encontradas no Havaíforam listadas pelo Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem (U. S. Fish and Wildlife Service), após um detalhado estudo feito em conjunto com a Sociedade Xerces, organização americana de conservação de invertebrados. A informação foi anunciada na última sexta-feira pelo órgão americano.

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Segundo as pesquisas, no começo do século passado, as abelhas listadas eram as mais abundantes da região. Em 2015, Matthew Shepherd, diretor de comunicações da Sociedade Xerces, havia publicado no site da organização alguns motivos para a diminuição dessas abelhas havaianas e apresentou petições pedindo a proteção dos órgãos federais às espécies ameaçadas. “As abelhas estão sumindo devido à perda de habitat, invasão de predadores e mudanças climáticas da ilha”, afirmou.

Incêndios florestais, causados pela ação humana, e o aparecimento de espécies não nativas, como as “formigas aliens”, que se alimentam das larvas das abelhas, também foram apontados como responsáveis pela escassez dos insetos.

Segundo cientistas, as abelhas amarelas são essenciais para a polinização do ecossistema no Havaí. “Elas são decisivas para a preservação de plantas e outros animais da ilha”, disse Gregory Koob, do Serviço Americano de Pesca e Vida Selvagem (U. S. Fish and Wildlife Service)

Declínio das abelhas

A drástica redução, em todo o mundo, da quantidade de abelhas tem despertado preocupação na comunidade científica internacional. De 1940 até hoje, o número de abelhas diminuiu vertiginosamente – nos Estados Unidos, o país mais afetado pelo problema, caiu pela metade. Além da importância que têm para a biodiversidade, as abelhas são responsáveis pela polinização que garante a existência de quase 40% dos alimentos consumidos por nós.

Ainda é misteriosa a razão por trás desse sumiço, mas há consenso de que é um somatório de razões que acabou por construir um cenário cruel para os insetos. As abelhas estão perdendo seu habitat quando florestas e jardins dão lugar a construções ou mesmo a plantações de uma única cultura – a espécie necessita de alimentação variada para sobreviver. As intensas mudanças climáticas pelas quais passa a Terra, em consequência do aumento da emissão de gases do efeito estufa pelo homem, também colaboram para o desaparecimento dos insetos. As estações menos definidas, além das elevações e quedas bruscas na temperatura e na umidade, acabam por bagunçar o ciclo de florescimento das flores, das quais as abelhas são dependentes. Além disso, a disseminação do uso de pesticidas, que enfraquecem as colônias, e a ação de parasitas que atacam o organismo do animal, contribuem para a delicada situação das abelhas.

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