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O que acontece quando três buracos negros se alinham

Uma brilhante explosão resultante de um evento astronômico de maio do ano passado foi observada; pode se tratar da junção de dois buracos negros

Por Sabrina Brito - 25 Jun 2020, 16h11

Pela primeira vez na história, astrônomos acreditam ter observado a fusão entre dois buracos negros. Até agora, acreditava-se que o fenômeno seria impossível de se ver, uma vez que buracos negros são invisíveis. O estudo que descreve o evento foi publicado no último dia 25 na revista científica Physical Review Letters.

De acordo com os pesquisadores, a colisão entre os dois buracos negros gerou um tipo de explosão um trilhão de vezes mais brilhante do que o Sol. O evento teria sido iluminado pelo gás e pela poeira cósmica que flutuavam ao redor dos dois corpos, tornando o fenômeno visível por meio de telescópios potentes. Estima-se que a fusão tenha ocorrido no ano passado.

Por ora, é impossível precisar se de fato a explosão decorreu da junção de buracos negros. Contudo, segundo uma das autoras do estudo, a chance é de 99,9%. Uma boa forma de ter certeza seria se, em breve, algum outro laboratório afirmasse ter observado o evento e suas visões acerca do fenômeno convergissem.

Os pesquisadores afirmam que a fusão aconteceu próxima a um buraco negro de proporções gigantescas chamado J1249+3449, cujo diâmetro equivale ao da órbita da Terra em volta do Sol. Os outros dois corpos, envolvidos diretamente na junção, teriam, juntos, uma massa 150 vezes maior do que a do nosso Sol.

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A luz brilhante emitida seria resultado da combinação entre a alta velocidade em que ocorreu a combinação dos buracos negros com a poeira e o gás que os rodeavam. O artigo pode iluminar a compreensão científica acerca desses corpos, hoje considerados muito misteriosos.

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