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O big data em favor da conservação

Levantamento publicado na revista Science destaca as vantagens do uso de rastreadores diminutos, satélites e técnicas de levantamento de dados digitalizáveis para monitorar espécies em risco de extinção.

Por Da Redação
Atualizado em 5 jun 2024, 01h41 - Publicado em 11 jun 2015, 15h53

Estudo divulgado hoje pela prestigiada revista científica Science mostra como o rastreamento de espécies, em favor do conservacionismo, se transformou ao longo dos anos, acompanhando o avanço da tecnologia aliado à aplicabilidade de técnicas modernas de big data (nome dado à capacidade de coletar e organizar a imensa quantidade de dados que circulam pelo planeta).

O artigo, de autoria de pesquisadores canadenses, dinamarqueses, sul-africanos, australianos e americanos aponta que, desde o começo dos anos 2000, o monitoramento de animais passou a ser feito com dispositivos menores e de maior vida útil. Alguns indivíduos podem ser acompanhados com um único rastreador durante toda a vida.

A principal consequência da diminuição dos dispositivos é que eles interferem menos na vida dos animais. Os pesquisadores consideraram que assim o trabalho se tornou mais ético, já que o comportamento natural é menos interrompido e, consequentemente, a qualidade das medições foi aprimorada. Além disso, as modernas etiquetas permitem que espécies menores, nunca antes rastreadas, passem a ser monitoradas.

O estudo mostra uma série de avanços nos métodos conservacionistas. As espécies são monitoradas por satélites em resolução maior, revelando insights sobre como se formam os círculos sociais, a concorrência e até mesmo os atos de predação. Estes novos dispositivos de rastreamento podem transformar os objetos de pesquisa, os animais, em riquíssimas fontes de informação sobre mudanças em temperaturas árticas, ou no fluxo de correntes oceânicas, o que ajuda na preservação e também no combate aos efeitos das mudanças climáticas que têm desbalanceado a Terra.

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Há uma série de exemplos práticos, levantados no estudo da Science. Por exemplo, espécies marinhas rastreadas por trabalhos de big data são usadas para monitorar temperaturas oceânicas em lugares de difícil acesso, como debaixo de camadas congeladas do mar. Os autores ainda destacam que o GPS, que localiza os animais por satélite, tornou-se ferramenta importante para a obtenção de dados sobre a vida marinha em regiões politicamente instáveis, como em meio a guerras.

Para gerenciar a abundância de dados que afloram dessas pesquisas, os autores sugerem que seja construída uma rede global que centralize as informações e as disponibilize para todos. Este é o objetivo político do artigo da Science: convencer governos e empresas a investir em tal plano ambicioso.

(Da redação)

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