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Nasa anuncia descoberta de planeta quase ‘gêmeo’ da Terra

De acordo com a agência espacial americana, o Kepler-425b orbita uma estrela com a mesma temperatura que o Sol, em uma zona habitável, e tem outras características que o tornam o planeta mais parecido com o nosso já encontrado

A Nasa anunciou nesta quinta-feira (23) a descoberta de um novo planeta fora do Sistema Solar que é o mais parecido com a Terra, dos já vistos (evidentemente). Batizado de Kepler 425b, ele orbita uma estrela-anã com a mesma temperatura que o Sol e está em sua zona habitável, ou seja, a uma distância que proporciona a existência de água em estado líquido, uma das características mais importantes para abrigar vida.

“O Kepler 452b seria o primo mais velho e maior da Terra”, definiu Jon Jenkins, chefe de análise de dados da missão Kepler, que revelou a existência do planeta.

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O candidato à nova Terra foi anunciado junto com outros onze exoplanetas que podem estar em zonas habitáveis de estrelas. O Kepler 425b, o mais interessante deles, tem diâmetro 60% maior que o da Terra, o que o caracteriza como uma super-Terra, e, de acordo com os cálculos dos astrônomos, tem grandes probabilidades de ser rochoso.

Para dar uma volta em torno da estrela, ele leva 385 dias, apenas 5% a mais que o ano terrestre, e está ligeiramente mais distante de sua estrela do que a Terra está do Sol. Mas não será fácil visitá-lo um dia: ele fica a 1 400 anos-luz de nosso endereço cósmico, aqui no Sistema Solar (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros), na constelação Cygnus.

A estrela orbitada pelo planeta, a Kepler 452 (o nome vem do telescópio que a descobriu), tem 6 bilhões de anos, 1,5 bilhão a mais que o Sol, e é 20% mais luminosa que ele. Assim, o novo planeta recebe 10% mais energia de sua estrela que a Terra. Como a estrela Kepler é mais velha que a nossa, os astrofísicos acreditam que sua análise pode ajudar a supor qual seria o futuro do Sistema Solar (e, logo, da Terra).

Candidatos à Terra – Desde que o observatório espacial Kepler foi lançado, há seis anos, e com o avanço de telescópios potentes, capazes de enxergar não só partes longínquas do cosmo, mas também pequenos planetas (do tamanho da Terra ou menores que ela), os cientistas estão descobrindo diversos planetas que poderiam exibir as mesmas características do nosso.

O primeiro candidato a ‘nova Terra’ foi o Kepler-186f, visto em abril de 2014. Ele também exibia um tamanho semelhante ao de nosso planeta, mas orbitava uma estrela menos quente que o Sol. Desde então, vários outros candidatos a Terra 2.0 surgiram, como o Kepler-438b e o Kepler-442b. E vários outros ainda devem aparecer nos próximos anos.

De acordo com estimativas, há 300 bilhões de estrelas em nossa galáxia e uma em cada cinco, como o Sol, tem pelo menos um planeta do tamanho da Terra em sua zona habitável. Isso quer dizer que, só na Via Láctea, podem existir 11 bilhões de planetas similares ao nosso. Se na conta entrarem os posicionados ao redor de estrelas anãs, a exemplo do Sol, a conta sobe para 40 bilhões. Ou seja, há muitas “prováveis Terras” espalhadas pelo cosmo.

Com o achado do Kepler-425b, o número de candidatos a Terra já descobertos fora do Sistema Solar subiu para 1 030. É o total de planetas identificados e confirmados pela missão Kepler desde que ela foi lançada, em 2009.

(Da redação)