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Nasa amplia até 2024 vida útil da Estação Espacial Internacional

A extensão foi possível com a aprovação do financiamento dos anos adicionais pelo governo americano

A Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) funcionará até 2024, quatro anos mais que o previsto, anunciou nesta quarta-feira a Nasa, agência espacial americana. A extensão da vida útil da ISS foi possível com a aprovação do financiamento dos anos adicionais pelo governo americano. O custo está previsto para 3 bilhões de dólares anuais, a partir de 2020.

É a segunda vez, durante o governo de Barack Obama, que a ISS ganha anos de funcionamento adicionais. “Trata-se de um anúncio formidável para nós da Estação Espacial Internacional”, declarou William Gerstenmaier, administrador associado para a exploração espacial tripulada da Nasa, durante entrevista coletiva. Para ele, as instalações da ISS podem funcionar com segurança até 2028.

Com custo de US$ 100 bilhões, a estação está em funcionamento há quinze anos e, a princípio, continuaria recebendo colaboradores de todo o mundo até 2020. Participaram da criação da ISS, além dos Estados Unidos, Rússia, Japão, Canadá e as nações da Agência Espacial Europeia (ESA).

“A ideia (de prolongar a vida útil da ISS) é uma decisão estratégica, de longo alcance”, disse Gerstenmaier. “Temos conversado com os sócios sobre isto. Eles estiveram envolvidos em todos os estudos de equipamento. No geral, veem isto como um positivo passo à frente”, completou.

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Instalações – A estação orbital, com extensão similar a um campo de futebol (109 metros), dispõe de laboratórios científicos e espaços de residência para a tripulação, uma academia de ginástica, dois banheiros e acesso à internet. Maior laboratório espacial construído até agora, a ISS tem quatro vezes o tamanho da estação espacial russa MIR e cerca de cinco vezes o do americano Skylab.

Uma tripulação de seis astronautas ocupa permanentemente a plataforma orbital, com revezamentos a cada três meses. O acesso dos astronautas ao laboratório é feito pela nave russa Soyuz, já que os Estados Unidos deixaram de enviar pessoas em 2011, quando encerraram o programa de ônibus espaciais depois de trinta anos de serviço.

As empresas americanas SpaceX e Orbital Sciences têm enviado com sucesso cápsulas de carga não tripuladas à estação. O lançamento de novas sondas tripuladas dos Estados Unidos é aguardado para 2017.

A estrutura da plataforma orbital requer uma manutenção regular, feita por astronautas, que usam trajes espaciais para se aventurar fora da ISS. O último desses reparos foi concluído na véspera de Natal, quando dois astronautas fizeram uma incursão no espaço para substituir uma bomba de amoníaco defeituosa que servia para resfriar os equipamentos da ISS.

(Com agência France-Presse)