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Música ajuda bebê a falar, sugere estudo

Crianças que participaram de atividades envolvendo música apresentaram maior atividade cerebral nas regiões importantes para o desenvolvimento da linguagem

A música pode ajudar bebês no aprendizado da fala, revelou um estudo publicado na última segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Os pesquisadores, liderados por Christina Zhao, pós-doutoranda do Instituto para Aprendizagem e Ciências do Cérebro da Universidade de Washington, observaram o comportamento de um grupo de crianças de 9 meses de idade em atividades que incluíam o uso de ritmos musicais. “Nosso estudo é o primeiro realizado em bebês que sugere que expor crianças a ritmos musicais pode melhorar a capacidade de detectar ritmos na linguagem”, explica Zhao.

Valsa – As crianças passaram por 12 sessões de testes, e foram divididos em dois grupos: enquanto 20 bebês ficaram expostos à valsa e foram ensinados a reproduzir ritmos musicais em um pequeno tambor, um segundo grupo, de 19 bebês, recebeu brinquedos e não foi exposto a nenhum tipo de música. Uma semana depois desta experiência, novos testes determinaram as áreas exatas do cérebro das crianças onde houve maior atividade.

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Os resultados mostraram que os bebês que participaram de atividades envolvendo música apresentaram maior atividade cerebral nas regiões importantes para o desenvolvimento da linguagem: a fala, assim como a música, tem fortes características rítmicas, conforme afirmaram os pesquisadores. O ritmo das sílabas ajuda os bebês a distinguir os sons e a compreender o que uma pessoa diz; essa capacidade faz com que as crianças aprendam a falar. “Crianças experimentam um mundo complexo onde sons, luzes e sensações variam constantemente. O trabalho do bebê é reconhecer os padrões de atividade e prever o que acontecerá a seguir. A percepção de padrões é uma importante habilidade cognitiva, e melhorar essa capacidade cedo pode ter efeitos duradouros na aprendizagem”, disse Patricia Kuhl, coautora do estudo, da Universidade de Washington.

“As escolas estão reduzindo as experiências musicais das crianças alegando que são de alto custo. Essa pesquisa nos indica que os efeitos da música vão além da aprendizagem do ritmo em si. Experiências musicais têm potencial de ajudar no desenvolvimento de habilidades cognitivas que melhoram as capacidades das crianças de detectar, esperar e reagir rapidamente a padrões do nosso mundo”, disse Kuhl em comunicado.

(Com AFP)