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Morre aos 96 anos o Nobel de Física Leon Lederman

Estudioso revelou a existência de novos elementos subatômicos e cunhou a expressão 'partícula de Deus'

Por Da redação - Atualizado em 4 out 2018, 09h13 - Publicado em 4 out 2018, 09h00

Leon Lederman, físico ganhador do Prêmio Nobel em 1988 por seu trabalho sobre partículas subatômicas, morreu nesta quarta-feira (3), aos 96 anos.

O trabalho do estudioso americano revelou a existência de novas partículas subatômicas chamadas de neutrino do múon e quark bottom. A descoberta rendeu a ele e a dois de seus colegas o Nobel de Física em 1988.

Conhecido por seu senso de humor e paixão por compartilhar a física com o público, Lederman escreveu vários livros de divulgação científica. Ele também cunhou o mais conhecido apelido para o bóson de Higgs, o elemento teorizado nos anos 1960 – e descoberto em 2012 – e que revelou as origens das massas das partículas. Lederman apelidou o bóson de “a partícula de Deus” em um livro de 1993 com o mesmo nome.

O físico morreu em um lar de idosos em Rexburg, Idaho, nos Estados Unidos, segundo sua esposa, Ellen Carr Lederman. “O que ele realmente amava eram as pessoas, tentando educá-las e ajudá-las a entender o que estavam fazendo na ciência”, disse ela à agência de notícias Associated Press.

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Em 2011, o físico começou a ter problemas de perda de memória que se agravaram nos últimos anos. Seu prêmio Nobel foi vendido por 765.000 dólares em um leilão em 2015 para ajudar a pagar despesas e assistência médicas.

Trajetória

Lederman nasceu em 1922 em Nova York. Formou-se em química pela City College de Nova York em 1943, serviu três anos no Exército dos Estados Unidos durante a II Guerra Mundial e depois foi para a Universidade de Columbia, onde recebeu um doutorado em física de partículas em 1951.

Ele começou a fazer descobertas envolvendo partículas subatômicas e tornou-se diretor do Fermi National Accelerator Laboratory.

“Leon Lederman forneceu uma visão científica que permitiu que o Fermilab permanecesse na vanguarda da tecnologia por mais de 40 anos”, afirmou Nigel Lockyer, atual diretor do laboratório, em um comunicado.

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